A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) de Ribeirão Preto encerrou, nesta sexta-feira (23), a 26ª edição do programa Agronegócio na Escola, com a premiação de alunos, professores e instituições de ensino que se destacaram nas atividades realizadas ao longo de 2026.
Nesta edição, o programa envolveu 27 mil estudantes e quase 800 professores de 15 estados brasileiros e do Distrito Federal. Ao todo, foram inscritos mais de 5,6 mil trabalhos em concursos de redação, desenho, produção de vídeos e planos de aula.
Entre os participantes está uma professora de Franca, que levou três trabalhos finalistas à cerimônia realizada no Centro de Cana, em Ribeirão Preto. Os projetos abordaram a relação entre o agronegócio, a produção de alimentos, a tecnologia no campo e as oportunidades profissionais do setor.
Aprendizado prático
A professora Lilvânia explicou que a participação no programa, iniciada em 2023 na escola em que trabalha, ajudou a aproximar os alunos do agronegócio. Segundo ela, a proposta passou a estimular pesquisas e atividades práticas, nas quais as próprias crianças buscam informações e apresentam o que aprenderam.
Com uma turma do segundo ano do ensino fundamental, a educadora desenvolveu trabalhos sobre roupas, alimentos, medicamentos e outros produtos de origem vegetal. Os estudantes produziram maquetes em grupos para apresentar os resultados durante a feira de ciências da escola, que reúne mais de 500 alunos e seus familiares.
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Um dos trabalhos finalistas abordou o caminho do algodão até a fabricação de roupas, incluindo as etapas de beneficiamento da matéria-prima. Outros grupos estudaram medicamentos fitoterápicos, alimentos e brinquedos. A escola também desenvolveu atividades sobre cadeia alimentar, milho, solo e profissões do futuro.
Agronegócio na escola
A professora também levou os estudantes para conhecer uma universidade em Franca, onde tiveram contato com profissionais e professores das áreas de agronomia e veterinária. A atividade permitiu que as crianças conhecessem possibilidades de carreira relacionadas ao setor, dentro do conteúdo escolar sobre as profissões de ontem, de hoje e de amanhã.
Segundo Lilvânia, o trabalho com pesquisas e apresentações também contribui para o desenvolvimento da comunicação e da autonomia dos alunos. Ela relatou que crianças tímidas, que antes evitavam falar diante da turma, passaram a convidar adultos para conhecer e ouvir as explicações sobre as próprias maquetes.
Para a educadora, a participação na cerimônia de premiação representa uma oportunidade de mostrar ao público o conhecimento adquirido em sala de aula. Ela destacou ainda que estudantes de apenas sete e oito anos chegaram à etapa final para apresentar os projetos a pessoas com experiência técnica no agronegócio.



