A região de Ribeirão Preto soma 42 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho durante as eleições de 2026, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Desse total, 23 registros foram recebidos durante o segundo turno, período em que o interior de São Paulo contabilizou 80 novas denúncias.
Os registros foram feitos entre o fim de domingo (25) e as 9h desta quarta-feira. Com isso, a região de Ribeirão Preto concentra o maior número de denúncias recebidas no interior paulista durante esse período. Considerando todo o processo eleitoral, o interior do estado acumula 216 registros.
As denúncias envolvem possíveis casos de assédio eleitoral, como ameaças de demissão, dispensas, recusa de contratação e outras formas de retaliação contra trabalhadores por causa do voto ou da preferência política.
Liberdade de escolha
De acordo com o Ministério Público do Trabalho, esse tipo de conduta pode configurar assédio eleitoral e ser alvo de investigação. A instituição ressalta que a liberdade de escolha política deve ser respeitada também no ambiente profissional e que empregadores não podem utilizar sua posição para retaliar funcionários por suas escolhas eleitorais.
As denúncias podem envolver situações ocorridas antes, durante ou depois das eleições. O MPT orienta que trabalhadores que sofreram, presenciaram ou têm conhecimento de casos do tipo registrem as ocorrências.
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Como denunciar
As denúncias podem ser feitas pela internet, por meio do portal da Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região, em prt15.mpt.mp.br, ou pelo site do Ministério Público do Trabalho, em mpt.mp.br. O registro pode ser realizado de forma sigilosa ou anônima.
O órgão também recomenda que as pessoas guardem provas que possam contribuir com a apuração, como capturas de tela, mensagens, publicações em redes sociais, áudios e informações sobre possíveis testemunhas.



