Ouça a coluna ‘CBN Sabor’, com Fernando Kassab
Olá ouvintes! Vamos explorar uma tendência gastronômica que ressurge com força, inspirada em práticas antigas e adaptada aos tempos modernos.
A História das Salas Reservadas
A ideia de espaços reservados em restaurantes, semelhantes aos primórdios dos restaurantes na França, ganhou destaque no Brasil entre 1930 e 1960. Eram salas privadas para encontros familiares e de negócios, um costume comum na época. O serviço era tipicamente conduzido por profissionais estrangeiros, que atendiam os clientes apenas quando solicitados.
A Evolução do Serviço e o Renascimento da Exclusividade
Com a disseminação do serviço à inglesa, que substituiu a tradição francesa de servir em travessas, as salas reservadas deram lugar à reserva de mesas. Atualmente, essa prática ganha força, com restaurantes oferecendo menus e bebidas selecionados pelos proprietários, que muitas vezes atuam como chefs, sommeliers e até recepcionistas, buscando um atendimento personalizado e exclusivo.
O Conceito Anti-Rebanho Gastronômico
Essa tendência, presente em cidades como São Paulo e algumas em Minas Gerais, valoriza a experiência individual e foge da busca incessante por lucro através da alta frequência, especialmente nos fins de semana. Inspirada por figuras como Giovanni Bruno, que priorizava o atendimento de segunda a quinta para evitar multidões, essa abordagem busca oferecer um ambiente mais íntimo e exclusivo.
Embora seja uma tendência global, o custo dessa exclusividade pode ser alto. A privacidade e a ausência de vizinhos na mesa ao lado têm seu preço, e a qualidade da comida deve justificar o investimento.



