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CPFL regulariza mais de 8,3 mil instalações na região que apresentavam irregularidades

Energia recuperada daria para abastecer o equivalente a 16.500 residências durante um ano; consultora da companhia explica
CPFL regulariza mais de 8
Divulgação

Energia recuperada daria para abastecer o equivalente a 16.500 residências durante um ano; consultora da companhia explica

A CPFL realizou neste ano uma operação de fiscalização contra fraudes e furtos de energia elétrica nas regiões de Ribeirão Preto e Franca. Segundo a empresa, a iniciativa identificou milhares de irregularidades e recuperou parcela significativa de energia que estava sendo desviada do sistema.

Operação e resultados

De acordo com a consultora de relacionamento Elidiane Bernarde, responsável pelo atendimento em Ribeirão Preto, as ações visam coibir práticas ilegais que acabam onerando toda a base de consumidores. A companhia afirma ter identificado, apenas em 2023, cerca de 27 mil instalações com indícios de fraude na área de concessão da CPFL paulistas, e recuperado aproximadamente 76 mil megawatt de energia em fiscalizações realizadas na região.

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O volume recuperado no ano representa um aumento de cerca de 84% em relação a 2022 e, segundo a empresa, corresponderia ao abastecimento de aproximadamente 16,500 residências por um ano. As operações abrangeram municípios de Ribeirão Preto e diversas cidades da região de Franca.

Impacto na tarifa e no consumidor

A entrevistada explicou que fraudes e furtos são incorporados como perdas no cálculo tarifário e, por isso, contribuem para o aumento da conta de energia dos demais consumidores. “Se uma empresa não registra fraudes, não haverá esse incremento na tarifa”, afirmou. Assim, combater desvios é também uma medida para reduzir o efeito dessas perdas sobre a conta do usuário final.

Procedimento quando há fraude

Quando a fraude é confirmada em uma instalação ativa, a CPFL procede à regularização do fornecimento. Caso o desvio esteja no padrão de entrada, o cliente é orientado a adequar a instalação para restabelecer a legalidade do serviço. Não se trata de uma multa, esclareceu Bernarde: a cobrança aplicável corresponde ao valor retroativo do consumo não pago, calculado conforme normas da agência reguladora, que permitem cobrança por até três anos (36 meses).

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Denúncias podem ser feitas de forma anônima à empresa por meio do canal de atendimento a irregularidades; a companhia garante que as informações recebidas são tratadas com sigilo. Após uma denúncia, a CPFL realiza vistoria no local e adota as medidas cabíveis quando a irregularidade é constatada.

O trabalho de fiscalização e regularização, segundo a empresa, seguirá em campo como parte das ações de combate às fraudes, com o objetivo de reduzir perdas e proteger os consumidores regulares.

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