Dois casos do chamado golpe da panela de pressão foram registrados no mesmo bairro de Orlândia, no último fim de semana. As vítimas foram abordadas em casa por uma mulher que oferecia uma panela de pressão como suposto prêmio de um sorteio e solicitava o reconhecimento facial. Somados, os prejuízos passam de R$ 36 mil.
Uma das vítimas é Franciele Jorjut Barbosa, de 34 anos. Ela contou que voltava do mercado quando encontrou a mulher no portão de casa. A desconhecida sabia seu nome completo e afirmou que entregaria um brinde relacionado a uma conta aberta em uma plataforma de vendas on-line. Durante a abordagem, a mulher pediu uma foto de Franciele com o presente, mas realizou o reconhecimento facial.
Movimentações bancárias
Franciele disse que desconfiou da situação, pois nunca havia precisado tirar uma foto para receber uma encomenda. No entanto, segundo ela, a abordagem foi rápida, e a mulher deixou o local logo após realizar o procedimento. Ao abrir o pacote, a vítima encontrou uma panela de pressão.
Cerca de dois dias depois, Franciele percebeu movimentações bancárias que não reconhecia. Segundo ela, o dinheiro que estava na poupança foi transferido para uma conta corrente que não havia aberto. Em seguida, foram realizadas compras com cartão de débito, incluindo lançamentos de R$ 807,77 e R$ 61,20.
A vítima conseguiu transferir o saldo restante para outra conta, evitando um prejuízo maior. Ela afirma, porém, que ainda não recebeu uma resposta do banco sobre o caso. Um idoso que mora no mesmo bairro também teria sido vítima do golpe, com prejuízo estimado em R$ 34 mil.
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Investigação
A Polícia Civil investiga os dois casos e trabalha com a hipótese de que as ocorrências estejam relacionadas. Segundo o delegado Otávio Volpini, a suspeita é de que a mulher tenha usado o reconhecimento facial para conseguir acesso às contas bancárias das vítimas e realizar as movimentações financeiras.
A polícia analisa imagens de câmeras de segurança e rastreia o dinheiro. Outros detalhes sobre os suspeitos estão sob sigilo.
A Polícia Militar alerta que criminosos podem se passar por entregadores ou representantes de empresas conhecidas para oferecer brindes e solicitar fotos ou reconhecimento facial. A orientação é desconfiar de presentes não solicitados, confirmar a entrega pelos canais oficiais da empresa e não permitir que desconhecidos fotografem o rosto ou manuseiem o celular.
Em caso de suspeita, a Polícia Militar orienta acionar o telefone 190. Denúncias anônimas que possam ajudar a identificar os envolvidos podem ser feitas pelo 181.



