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Estresse eleitoral pode elevar a pressão arterial e provocar arritmias, alerta cardiologista

Thais Pinheiro Lima recomenda manter o sono, a hidratação e o uso correto de medicamentos para reduzir riscos à saúde cardiovascular durante as eleições
estresse
Nathan Cowley de Pexels/Canva

A ansiedade, o medo e a tensão provocados pelo período eleitoral podem afetar a saúde cardiovascular, com aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, a médica cardiologista Thais Pinheiro Lima explicou que emoções intensas ativam mecanismos do organismo que liberam hormônios como adrenalina e podem desencadear problemas quando ocorrem de forma excessiva ou frequente.

A especialista chamou esse fenômeno de sobrecarga eleitoral. Segundo ela, embora seja natural sentir ansiedade durante as eleições, é importante reconhecer os sinais do corpo e manter hábitos saudáveis para evitar que o estresse se torne um fator de risco, principalmente entre pessoas que já têm doenças cardiovasculares.

Efeitos no coração

De acordo com Thais, situações de raiva, medo e ansiedade ativam o sistema nervoso simpático, responsável por respostas do organismo diante de situações de estresse. Esse processo provoca a liberação de substâncias como adrenalina e catecolaminas, que podem elevar os batimentos cardíacos e a pressão arterial.

A médica explicou que essas reações são normais quando acontecem de forma pontual. No entanto, quando são intensas ou frequentes, podem funcionar como gatilhos para arritmias e outras alterações cardiovasculares. A privação de sono também agrava o cenário, pois aumenta os níveis de cortisol e adrenalina, sobrecarregando o coração.

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A atenção deve ser redobrada entre pessoas com histórico de doença arterial coronariana, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) ou arritmias, como a fibrilação atrial. Para esse grupo, a cardiologista recomenda evitar a exposição excessiva a situações de tensão e manter o acompanhamento e os cuidados habituais com a saúde.

Como se cuidar

Para atravessar o período eleitoral com menos estresse, a especialista recomenda manter a rotina, praticar caminhadas, fazer exercícios de respiração e buscar ambientes tranquilos. Outra orientação é evitar discussões acaloradas e procurar atividades que ajudem a organizar os pensamentos, como escrever as preocupações e os medos em um caderno.

Thais também ressaltou a importância de dormir bem, manter uma alimentação adequada e beber água regularmente. O consumo de cafeína e álcool merece atenção, pois pode contribuir para alterações da pressão arterial e favorecer arritmias. Pessoas que utilizam medicamentos devem seguir os horários e as doses prescritos, sem interromper o tratamento.

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A cardiologista reforçou que o envolvimento com a política não deve levar ao descuido com a saúde. Reconhecer os próprios limites e reservar momentos para cuidar do corpo e da mente ajuda a lidar com a ansiedade e a tensão do período eleitoral.

Sinais de alerta

Sentir o coração reagir às emoções é uma resposta esperada do organismo. O alerta, segundo a médica, é perceber quando os sintomas ultrapassam o habitual. Por isso, ela orienta que manifestações incomuns ou mais intensas não sejam negligenciadas e que a pessoa procure atendimento médico com urgência quando apresentar sintomas importantes que não costuma sentir.

A recomendação é especialmente relevante para quem já tem problemas cardiovasculares. Manter o sono, a hidratação, a alimentação e o uso correto dos medicamentos é parte dos cuidados necessários para reduzir os riscos durante períodos de maior tensão emocional.

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