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Estresse no trabalho pode elevar pressão arterial e agravar casos de hipertensão, alerta cardiologista

Ansiedade e burnout no ambiente de trabalho podem aumentar risco de hipertensão; cerca de 30% dos brasileiros convivem com a doença
hipertensão
Wavebreakmedia de Getty Images

A ansiedade, o estresse e a sobrecarga no ambiente de trabalho podem impactar diretamente a saúde cardiovascular e elevar os riscos de hipertensão arterial, uma condição que afeta cerca de 30% da população brasileira. O alerta foi feito pelo cardiologista Dr. Vamberto Benedito Mansur Foschini, da Unimed Ribeirão Preto, em entrevista à CBN Ribeirão Preto.

Segundo dados do Vigitel, sistema de vigilância de fatores de risco para doenças crônicas, aproximadamente 38 milhões de brasileiros convivem com a hipertensão. O problema é considerado silencioso e perigoso, já que boa parte dos pacientes não apresenta sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Pressão alta

De acordo com o especialista, a hipertensão é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, que seguem como a principal causa de mortes no mundo ocidental. No Brasil, cerca de 400 mil pessoas morrem por ano em decorrência dessas doenças.

O médico explicou que o estresse no trabalho tem relação direta com o aumento da pressão arterial. Como grande parte do dia é passada no ambiente profissional, fatores como cobrança excessiva, ansiedade e esgotamento emocional podem contribuir para quadros persistentes de pressão alta.

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A atualização da NR-1, que amplia o olhar sobre riscos psicossociais no ambiente corporativo, também reforça a necessidade de empresas investirem em saúde mental e prevenção. Segundo o cardiologista, ambientes de trabalho mais saudáveis ajudam não apenas no controle da hipertensão, mas também na redução de quadros de burnout, depressão e outros transtornos emocionais.

Diagnóstico precoce

Um dos maiores desafios da hipertensão é justamente seu caráter silencioso. Segundo o médico, cerca de 40% das pessoas hipertensas não sabem que têm a doença.

Embora sintomas como dor de cabeça, tontura, dor na nuca, fadiga e indisposição possam aparecer, eles ocorrem em uma parcela menor dos pacientes. Em aproximadamente 70% dos casos, a pressão arterial elevada não causa qualquer sintoma perceptível.

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Por isso, a recomendação é que adultos acima de 20 anos meçam a pressão arterial ao menos uma vez por ano. Pessoas com histórico familiar de hipertensão devem fazer essa aferição pelo menos duas vezes ao ano. Para quem vive rotinas de alto estresse ou já percebe sinais de sobrecarga emocional, o ideal é monitorar a pressão com maior frequência.

Monitoramento

O uso de aparelhos de pressão em casa pode ser um aliado no acompanhamento, desde que feito com equilíbrio. Segundo o cardiologista, os aparelhos eletrônicos vendidos em farmácias são confiáveis e apresentam boa precisão para detectar alterações relevantes.

O especialista também destacou a importância do acompanhamento médico regular para pacientes já diagnosticados com hipertensão. Mesmo com o uso contínuo de medicamentos e controle aparente da pressão, consultas a cada seis meses são recomendadas para avaliar outros fatores de risco, como colesterol, glicemia e função renal.

Em alguns casos, exames complementares como o MAPA — monitorização ambulatorial da pressão arterial por 24 horas — ajudam a identificar alterações que passam despercebidas nas medições convencionais, incluindo episódios de hipertensão durante o sono.

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