As festas juninas são tradicionalmente marcadas por celebrações, comidas típicas e fogueiras, mas também acendem um alerta importante para a segurança infantil. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria mostra que mais da metade das internações por queimaduras no país envolve crianças com menos de 5 anos de idade.
Nos últimos dois anos, quase 14 mil crianças e adolescentes foram hospitalizados no Brasil devido a queimaduras e outros acidentes térmicos graves. Desse total, cerca de 54% são crianças pequenas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que reforça a vulnerabilidade desse grupo.
Risco doméstico
Segundo o levantamento, a maioria dos acidentes acontece dentro de casa, principalmente durante o preparo de alimentos ou contato com líquidos quentes. Situações envolvendo fogão, panelas e bebidas quentes estão entre as mais frequentes no dia a dia das ocorrências.
Também são registrados casos relacionados a fumaça, fogo, chamas, eletricidade e uso inadequado de álcool líquido. Em muitos casos, as queimaduras leves acabam sendo tratadas em casa ou em unidades de saúde, sem entrar nas estatísticas de internações.
Alerta infantil
O estado de São Paulo registrou o maior número de ocorrências entre crianças no último ano, com 104 casos, chegando a 815 registros em 2024. O levantamento considera apenas casos graves que exigiram internação hospitalar.
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Com a chegada das festas juninas, o risco aumenta devido ao uso de fogueiras, fogos de artifício e materiais inflamáveis. A recomendação é de atenção redobrada por parte de pais e responsáveis, especialmente com crianças pequenas.
Prevenção
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a prevenção passa por medidas simples, como manter crianças afastadas de fogueiras e fogos de artifício e evitar o manuseio de substâncias quentes próximo a elas.
Especialistas também alertam que queimaduras de segundo e terceiro graus exigem atendimento médico imediato, especialmente quando atingem áreas sensíveis como rosto e olhos. A orientação é sempre buscar avaliação profissional em casos mais graves.



