Os itens tradicionais das festas juninas podem apresentar variações de preço de até 189% em supermercados de Ribeirão Preto. O dado faz parte de um levantamento do Procon São Paulo, que analisou produtos típicos da época e identificou diferenças significativas entre os estabelecimentos.
A pesquisa foi realizada presencialmente em oito grandes redes varejistas do município, comparando 47 itens de 13 categorias diferentes, sempre com a mesma marca, gramatura e embalagem. Segundo o órgão, em alguns casos o consumidor pode pagar até três vezes mais pelo mesmo produto dependendo do local de compra.
Diferenças
Entre os destaques da pesquisa está o gengibre a granel, com variação de R$ 8,99 a R$ 25,99, o que representa diferença de 189,10%. A batata-doce roxa também apresentou oscilação relevante, indo de R$ 4,25 a R$ 10,90, uma variação de 156%.
Outros exemplos citados incluem o molho de tomate da marca Fugini, encontrado entre R$ 1,49 e R$ 3,49, e a canjica, com preços entre R$ 6,99 e R$ 14,49. Já o pão de hot dog de fabricação própria chegou a variar quase 100%, sendo vendido de R$ 7,50 até R$ 14,99.
Orientação
De acordo com o gerente do Procon de Ribeirão Preto, Leonardo Thomazini, a principal recomendação ao consumidor é pesquisar preços antes de comprar. Ele reforça que a diferença entre produtos não é apenas pontual, mas pode impactar diretamente o orçamento das famílias.
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O levantamento foi feito com base em dados do Procon São Paulo e não tem caráter publicitário. As informações completas estão disponíveis no site do órgão, incluindo a lista de mercados pesquisados e os preços encontrados.
Fiscalização
O Procon explica que, em casos de suspeita de preços abusivos, pode iniciar uma segunda fase de fiscalização. Nessa etapa, são solicitadas notas fiscais de entrada dos produtos para verificar se houve aumento injustificado.
Segundo o órgão, variações podem ocorrer por fatores de mercado, como aumento da demanda em períodos sazonais. No entanto, ele alerta que elevações sem justificativa podem configurar prática abusiva e resultar em sanções.
Consumo
O Procon também orienta atenção a práticas de consumo em festas e quermesses, como sistemas de pagamento por cartões pré-pagos, conhecidos como cashless.
O órgão explica que a cobrança do cartão só é considerada regular quando o valor é devolvido ao consumidor ao final do uso. Caso contrário, pode configurar venda casada e ser alvo de denúncia.
Além disso, o Procon reforça que estabelecimentos são obrigados a aceitar pagamento em dinheiro em espécie, embora não sejam obrigados a aceitar outras formas, como cartão ou Pix.



