A Polícia Civil e a Vigilância Sanitária fecharam uma fábrica clandestina de perfumes falsificados no bairro Nova Franca, em Franca, na manhã desta quarta-feira (13). No local, os agentes encontraram galões, frascos com produtos químicos, essências, corantes e etiquetas de marcas famosas utilizadas para simular produtos originais.
Segundo a polícia, os perfumes eram comercializados pela internet. A investigação teve início após uma denúncia anônima que levou os agentes até o imóvel onde funcionava o esquema clandestino. Todos os materiais encontrados foram apreendidos e serão encaminhados ao Instituto de Criminalística, em São Paulo, que ficará responsável por identificar as substâncias utilizadas e avaliar possíveis riscos à saúde.
Operação
Durante a fiscalização, policiais civis encontraram diversos recipientes com produtos químicos utilizados na fabricação dos perfumes falsificados. Também foram localizadas embalagens, frascos e etiquetas de marcas conhecidas do mercado.
Um vídeo gravado pelo investigador Júlio Rodrigues, da Polícia Civil de Franca, mostrou detalhes da produção clandestina. Nas imagens, é possível ver galões com diferentes essências, mangueiras utilizadas no envase e materiais usados na fabricação dos produtos. Segundo a polícia, as substâncias eram misturadas no local sem qualquer controle sanitário ou autorização legal.
De acordo com as investigações, os perfumes falsificados eram vendidos pela internet como se fossem produtos originais. A suspeita é de que o esquema utilizasse embalagens e rótulos para induzir consumidores ao erro. Os agentes também identificaram uma máquina utilizada para produção de etiquetas das marcas reproduzidas ilegalmente. As embalagens tinham aparência semelhante à de perfumes comercializados oficialmente. A Polícia Civil informou que o responsável pelo imóvel deverá responder inicialmente em liberdade pelo crime de falsificação.
Os produtos apreendidos passarão por análise pericial para identificar a composição química das substâncias utilizadas na fabricação clandestina dos perfumes. Segundo as autoridades, a principal preocupação é a ausência de controle de qualidade, o que pode representar riscos à saúde dos consumidores, incluindo problemas de pele e reações adversas. A defesa do responsável pela fábrica informou que deve se manifestar sobre o caso em outro momento. A investigação segue em andamento.



