Um homem de 26 anos, conhecido como Didi, foi preso na manhã desta quarta-feira (4), em Franca, suspeito de participar de mais de dez roubos de correntes de ouro e alianças em diferentes regiões da cidade. Segundo a Polícia Civil, os crimes eram praticados com violência e, em algumas ocasiões, com uso de arma de fogo.
O suspeito foi encontrado na casa onde morava, durante o cumprimento de um mandado de prisão temporária. No imóvel, os policiais apreenderam drogas, objetos e duas motocicletas que, segundo a investigação, eram utilizadas nos assaltos.
A polícia apura a participação dele em crimes nos quais as vítimas eram abordadas principalmente por dois homens em uma motocicleta, muitas vezes branca. Em algumas situações, porém, o suspeito também teria agido sozinho.
Troca de tiros
Um dos casos mais graves ocorreu em setembro, na região da avenida Demar de Barros. Na ocasião, um homem estava em um bar com a esposa e foi abordado por dois criminosos em uma moto quando saía do estabelecimento. Ele usava uma corrente de ouro avaliada em cerca de R$ 5 mil.
A vítima reagiu ao assalto e foi atingida de raspão por um tiro na perna. O comparsa do suspeito também ficou ferido durante a troca de tiros. A polícia já identificou o segundo envolvido e tenta localizá-lo.
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Em outra ocorrência, um homem de 63 anos teve uma corrente de ouro avaliada em R$ 30 mil como alvo dos criminosos. Para escapar, ele se escondeu dentro de uma clínica veterinária. Também foram registrados roubos no bairro Piratininga, em julho. Em um dos casos, a vítima teve uma aliança, documentos e celulares levados.
Alvo dos criminosos
De acordo com a investigação, os assaltantes escolhiam as vítimas de forma aleatória, mas costumavam agir em regiões e horários específicos, principalmente quando encontravam pessoas fazendo caminhadas. O delegado Márcio Murari explicou que os criminosos tinham como objetivo roubar joias, e não outros pertences das vítimas.
“O alvo era aleatório, né? Eles saíam pela cidade sempre em determinada região. Eles não atuavam em todas as áreas da cidade, em determinados horários, sempre muitas vezes pessoas que estavam fazendo caminhadas e ali abordava essa pessoa. Tanto é que o objetivo era ou aliança ou corrente de ouro. Eles não subtraíam celulares, carteiras, não. Sempre o objetivo era esse”, afirmou.
A polícia acredita que havia um receptador responsável por receber as joias roubadas. Segundo o delegado, essa pessoa já foi identificada e também é procurada. O segundo suspeito envolvido no assalto que terminou em troca de tiros continua foragido. A Polícia Civil informou que tentou contato com a defesa de Didi, mas não obteve retorno. O caso segue em investigação.



