A inadimplência da população rural brasileira voltou a crescer e alcançou 8,2% no quarto trimestre de 2025, segundo levantamento da Serasa Experian. O índice representa alta de um ponto percentual em comparação com o mesmo período de 2024 e avanço de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. O estudo considera dívidas de pessoas físicas ligadas ao meio rural com atraso superior a 180 dias.
Os dados mostram que produtores sem registro rural formal apresentaram a maior taxa de inadimplência, com 9,9%, seguidos pelos grandes proprietários rurais, com 9,8%. Médios produtores registraram índice de 8,3%, enquanto os pequenos produtores ficaram em 7,8%. A maior parte das dívidas está concentrada em operações com instituições financeiras, responsáveis por uma taxa de inadimplência de 7,2%. Já as operações diretamente ligadas ao agronegócio responderam por 0,3%.
Na análise regional, a região Sul apresentou o menor percentual de inadimplência rural do país, com 5,7%, seguida pelo Sudeste, com 7%. Os maiores índices foram registrados no Norte, com 12,5%, além do Centro-Oeste e Nordeste, com 9,6% e 9,4%, respectivamente. O levantamento também aponta que os maiores valores médios de dívida estão nas operações ligadas ao agronegócio, chegando a R$ 138,2 mil por inadimplente.
Ouça o áudio completo da coluna Giro do Agro para conferir mais detalhes sobre os números da inadimplência no agronegócio brasileiro.