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Já ouviu a expressão ‘All-In’? Ela pode ser uma ‘virada de chave’ importante na qualidade de vida!

Maristela Araújo recebe Daniella Lemos, que desenvolve projetos que transformam a educação e lança o livro 'Dê o seu All In'
Já ouviu a expressão All-In? Ela
Maristela Araújo recebe Daniella Lemos, que desenvolve projetos que transformam a educação e lança o livro 'Dê o seu All In'

Maristela Araújo recebe Daniella Lemos, que desenvolve projetos que transformam a educação e lança o livro ‘Dê o seu All In’

O programa “Respiro e Longevidade”, Já ouviu a expressão ‘All-In’? Ela pode ser uma ‘virada de chave’ importante na qualidade de vida!, transmitido aos sábados das 9h às 9h30 pela rádio CBN e disponível em plataformas digitais, recebeu a apresentadora e desenvolvedora de projetos Daniela Lemus para uma conversa sobre comportamento, saúde e longevidade. Daniela, que também é escritora, lançou recentemente o livro “Dê seu All-in”, que traz uma filosofia de vida baseada na tomada de decisões corajosas e na aposta total nas próprias convicções.

Origem e significado do conceito “All-in”

Daniela explicou que o termo “All-in” vem do poker e significa apostar todas as fichas em uma única jogada, sem garantia de vitória, mas com a expectativa de sucesso. Para ela, essa expressão reflete uma filosofia de vida que envolve assumir riscos conscientes e apostar no próprio potencial, mesmo diante da incerteza.

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“Eu sou uma apostadora de fichas nas coisas que eu acredito. Quando falo ‘dê seu All-in’, é sobre assumir a responsabilidade da sua vida e apostar todas as suas fichas no que você pode fazer de melhor.”

Responsabilidade pessoal e poder interno: Durante o programa, Daniela abordou a importância de assumir a responsabilidade pelos próprios resultados, evitando transferir culpas para fatores externos como o governo, o sistema ou outras pessoas. Ela destacou que o poder pessoal está ligado à capacidade de automotivação e à tomada consciente de decisões.

“Quando você fala ‘você pode’, é trazer a responsabilidade da sua vida para si. Isso não é empoderamento no sentido político, é poder pessoal, a relação entre corpo e cérebro para tomar decisões.”

Daniela também comentou sobre sua visão tradicional em relação aos papéis sociais de homens e mulheres, ressaltando a importância dos valores familiares para a saúde emocional e social.

Desafios contemporâneos: baixa tolerância à frustração e medo: A psicóloga Sara Edmond foi mencionada para explicar o conceito de baixa tolerância à frustração (BTF), que, segundo Daniela, é comum na sociedade atual, especialmente entre os jovens, devido ao imediatismo proporcionado pela tecnologia.

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“Vivemos num mundo de BTF. Qualquer coisa frustra, desde um café que não vem como esperado até situações maiores. Isso gera uma dificuldade enorme em lidar com o não e a frustração.”

Para lidar com a frustração e o medo, Daniela recomenda o uso do método socrático, que consiste em avaliar racionalmente os ganhos e perdas de cada situação, colocando o medo como um conselheiro que deve ser ouvido, mas não comandar as decisões.

“O medo é biológico, ele está no banco de trás do carro. Ele fala, mas quem dirige é você. Você precisa conversar com a sua mente para controlar o medo e a frustração.”

Importância da esperança, propósito e felicidade

Daniela ressaltou a relevância da esperança como elemento fundamental para a longevidade e qualidade de vida, independente da crença religiosa. Ela destacou que a vida é feita de ciclos de tempos bons e ruins, e que a dor pode ser um motor para encontrar o propósito.

“A dor tem relação com a minha missão aqui. Ela me lembra o caminho da minha evolução.”

Além disso, Daniela enfatizou que a felicidade está relacionada à experiência emocional sentida no corpo, que influencia diretamente a saúde física e mental.

“Ser feliz é sentir a emoção no corpo. Isso reverbera na saúde, na pele, no cabelo, na qualidade de vida.”

Envelhecimento ativo e longevidade: Para pessoas com 70 anos ou mais, Daniela incentiva a busca por novas atividades e a reinvenção pessoal, destacando que a sensação de utilidade é essencial para evitar a depressão e o adoecimento.

“Você pode diminuir o ritmo, mas jamais deve parar. A prostração e o sentimento de inutilidade são fatores que levam à doença.”

Ela compara o corpo a um carro que precisa estar em funcionamento para não perder a bateria, reforçando a importância da produtividade e da convivência social para a longevidade.

Superação do medo do julgamento e realização pessoal: Daniela alertou sobre o medo do julgamento alheio como um dos maiores obstáculos para a realização pessoal, especialmente em fases avançadas da vida.

“Quando você tiver 70 anos, vai olhar para trás e perceber que não fez metade do que queria por medo do julgamento. No final, as pessoas estavam preocupadas com elas mesmas.”

Ela encoraja a apostar em novos projetos e a buscar a felicidade como missão de vida primária, pois somente sendo feliz é possível ajudar os outros.

Entenda melhor
  • All-in: termo do poker que simboliza apostar tudo em uma única jogada, usado como metáfora para assumir riscos na vida.
  • Baixa tolerância à frustração (BTF): dificuldade crescente em lidar com situações frustrantes, comum na sociedade atual.
  • Medo biológico: mecanismo ancestral de proteção, que deve ser reconhecido e controlado para não paralisar as decisões.
  • Felicidade e saúde: emoções positivas sentidas no corpo influenciam diretamente o bem-estar físico e mental.
  • Longevidade ativa: manter-se produtivo e socialmente engajado é fundamental para a saúde na terceira idade.

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