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Lesões às vésperas da Copa do Mundo acendem alerta e especialista aponta excesso de desgaste dos atletas

Médico ortopedista explica causas das lesões na Copa do Mundo, destaca cuidados com atletas e faz alerta para esportistas amadores
Lesões
Foto: Reprodução/TV Globo

A poucos dias da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, as lesões de jogadores têm chamado atenção e gerado preocupação entre torcedores e comissões técnicas. Casos como os de Estevão e Wesley, que acabou cortado após sofrer uma lesão muscular de grau três em amistoso preparatório, aumentaram o debate sobre o desgaste físico dos atletas.

Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, o médico ortopedista Murilo Moreira explicou que as lesões musculares raramente acontecem por acaso e, na maioria das vezes, são consequência de fatores acumulados ao longo da temporada. Segundo ele, alimentação, descanso e fortalecimento muscular formam a base da prevenção para atletas de alto rendimento.

Desgaste físico

De acordo com o especialista, os jogadores que atuam no futebol europeu chegam ao Mundial após uma temporada extensa, marcada por partidas frequentes, viagens e pouco tempo para recuperação física.

Murilo destacou que a Copa do Mundo exige um esforço ainda maior dos atletas, já que os intervalos entre as partidas costumam ser curtos. Além disso, nesta edição do torneio, disputada em três países, as longas viagens entre cidades-sede também podem impactar a recuperação muscular e aumentar o risco de lesões.

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O médico explicou que fatores como mudanças de fuso horário, tempo prolongado em voos e alterações na rotina de sono contribuem para o desgaste do organismo, mesmo quando os atletas contam com toda a estrutura de recuperação disponível.

Prevenção

Segundo o ortopedista, a medicina esportiva moderna permite identificar sinais de risco antes mesmo de uma lesão acontecer. Monitoramento de carga de treino, avaliações biomecânicas e análise de movimentos ajudam a detectar desequilíbrios que podem aumentar a chance de problemas físicos.

Ele afirma que programas estruturados de aquecimento e fortalecimento muscular podem reduzir significativamente a incidência de lesões, além de auxiliar no desempenho esportivo.

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Murilo também explicou a classificação das lesões musculares. As de grau um apresentam rompimento leve de fibras musculares, enquanto as de grau dois representam uma lesão parcial mais significativa. Já as de grau três envolvem ruptura extensa da musculatura, exigindo períodos mais longos de recuperação.

Atletas amadores

O especialista fez ainda um alerta para quem pratica esportes apenas nos fins de semana. Segundo ele, muitos dos atendimentos realizados em consultório envolvem pessoas que participam de partidas de futebol, beach tennis ou outras atividades recreativas sem manter uma rotina adequada de preparação física.

Murilo ressaltou que atividades de lazer não substituem a prática regular de exercícios e que o fortalecimento muscular é fundamental para proteger articulações e reduzir o risco de lesões.

A recomendação é que praticantes amadores busquem orientação profissional antes de iniciar atividades de maior impacto ou contato físico, garantindo que o corpo esteja preparado para o esforço exigido.

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