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Marcelo Plastino teria pago R$ 2 milhões em campanhas políticas em 2012

Movimentações financeiras eram realizadas por Marina Plastino e Alexandra Ferreira Martins, mãe e namorada do dono da Atmosphera
Campanhas políticas 2012
Movimentações financeiras eram realizadas por Marina Plastino e Alexandra Ferreira Martins, mãe e namorada do dono da Atmosphera

Movimentações financeiras eram realizadas por Marina Plastino e Alexandra Ferreira Martins, mãe e namorada do dono da Atmosphera

Escândalo em Ribeirão Preto: R$ 2 milhões sacados em espécie

Um inquérito da Polícia Federal revelou um esquema de pagamento de propina envolvendo o empresário Marcelo Plastino, dono da empresa Atmosfera, durante a campanha eleitoral de 2012 em Ribeirão Preto. As investigações apontam que entre outubro de 2012 e janeiro de 2013, Plastino, sua mãe Marina e Alexandre Martins sacaram cerca de R$ 2,57 milhões em espécie, valores que, segundo a polícia, foram usados para comprar o apoio de políticos locais.

Valores suspeitos e contratos superfaturados

A movimentação financeira da Atmosfera chamou atenção das autoridades. A empresa recebia valores dos cofres públicos bem acima do que pagava a seus funcionários terceirizados. Um exemplo citado é o de uma telefonista que recebia metade do valor pago pela prefeitura em seus contratos. Essa discrepância indica um possível superfaturamento dos serviços prestados pela Atmosfera à administração pública.

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Comparação com grandes escândalos de corrupção

Para o advogado Jorge Sanchez, especialista em direito público, o esquema de desvio de dinheiro público em Ribeirão Preto pode ser comparado aos maiores escândalos de corrupção do país, como o Mensalão e o Petrolão. Sanchez afirma que, proporcionalmente ao orçamento municipal, o escândalo de Ribeirão Preto pode ser ainda maior. Ele destaca a importância da conscientização do eleitor para evitar novos casos de corrupção, incentivando a pesquisa sobre a vida pregressa dos candidatos antes de votar.

A defesa de Marcelo e Marina Plastino e Alexandre Martins nega a participação dos clientes no esquema de propina, alegando que os valores sacados foram usados para fins pessoais. A prefeita da cidade divulgou uma nota informando que não concederá entrevistas antes de ser ouvida pelas autoridades judiciais.

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