O mercado físico do boi gordo começou a semana em ritmo lento, com poucos negócios e pressão sobre os preços dos animais para abate. Durante o quadro Giro do Agro, Samuel Santos destacou levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que aponta postura cautelosa dos frigoríficos, sustentados por escalas abastecidas com animais de contratos e produção própria.
Segundo o Cepea, as escalas de abate seguem confortáveis em boa parte do país, variando entre uma semana ou mais, o que limita reações nos preços da arroba. Do lado dos produtores, parte dos pecuaristas tenta segurar as vendas em busca de melhores ofertas, enquanto outros negociam apenas o necessário. As condições climáticas em algumas regiões também influenciam o ritmo das negociações.
Apesar da pressão predominante no mercado nacional, algumas regiões seguem em cenário diferente. No Pará, os preços do boi gordo permanecem firmes, com negociações entre R$ 335 e R$ 345 por arroba. Já no mercado atacadista da Grande São Paulo, a carne bovina voltou a registrar queda nos preços, com recuo em todos os cortes com ossos e baixa de 0,57% na carcaça casada bovina.
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