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Moradores de Bonfim Paulista relatam rachaduras em casas e tremores provocados por explosões de pedreira

Segundo residentes, problema se intensificou nos últimos dois anos e explosões chegam a fazer o chão tremer e terra entrar nos imóveis
Bonfim
Reprodução/EPTV

Moradores de condomínios em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, reclamam de rachaduras nas casas e tremores provocados por explosões de uma pedreira que opera nas proximidades. Segundo os relatos, a situação se intensificou nos últimos dois anos, depois que a atividade passou a ocorrer mais perto dos imóveis.

Os residentes afirmam que as explosões acontecem, em média, duas vezes por mês e provocam barulho intenso, tremores nas estruturas e movimentação da água das piscinas. Eles temem que os danos aumentem e cobram providências dos órgãos responsáveis para avaliar os impactos da atividade.

Uma das moradoras, Inês Aparecida, contou que a explosão registrada na última quarta-feira foi a mais intensa que presenciou. Segundo ela, o tremor atingiu o telhado e as varandas da casa, enquanto uma grande quantidade de terra entrou no imóvel.

Relatos dos moradores

Inês afirmou que ficou desesperada durante a ocorrência e que o barulho provocou uma crise no filho, que é autista. Ela também relatou ter sentido um cheiro que descreveu como semelhante ao de chumbo e disse que continuava abalada após o episódio.

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A moradora contou que já entrou em contato com um representante da pedreira, mas considera que as medidas adotadas não são suficientes para resolver o problema. Segundo ela, algumas casas estariam a cerca de 100 metros da área de exploração, distância que considera inadequada.

Outro residente, que mora no condomínio há 14 anos, também relatou aumento das rachaduras. Ele afirmou que, quando se mudou para o local, a pedreira operava do outro lado e que, atualmente, as explosões acontecem mais perto das residências.

Os moradores temem que a situação provoque um acidente grave e pedem uma avaliação das condições de operação da pedreira, além de medidas para evitar novos danos às casas.

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Pedreira e fiscalização

A equipe de reportagem entrou em contato com a empresa Derp, apontada pelos moradores como responsável pela pedreira, mas não havia recebido resposta até o momento da veiculação da reportagem.

Os residentes também afirmaram que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) já realizou testes na região. Segundo eles, porém, as explosões feitas durante essas avaliações foram menores do que aquelas que costumam ocorrer durante a operação habitual.

Os moradores cobram que os impactos das explosões sejam avaliados em condições que correspondam às situações relatadas no dia a dia. Até o momento, não há, na transcrição, informações sobre uma conclusão técnica que confirme a relação entre as explosões e as rachaduras nas residências.

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