Ribeirão Preto registrou uma redução de 45% no número de multas de trânsito aplicadas no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Dados da RP Mobi mostram que, entre janeiro e junho deste ano, foram emitidas 68.521 autuações, contra 125.298 no mesmo intervalo de 2025.
A queda ocorre em um cenário marcado pela ausência da fiscalização por radares móveis. Segundo a Prefeitura e a RP Mobi, os equipamentos deixaram de operar devido ao processo de implantação de novos radares fixos, que ainda não foi concluído por questões burocráticas.
Infrações
A infração mais registrada no primeiro semestre foi o estacionamento irregular em área de Zona Azul, com mais de 18 mil autuações. Em seguida aparecem o avanço de sinal vermelho, com cerca de 8 mil registros, e o uso do telefone celular ao volante, que resultou em aproximadamente 4.600 multas.
Também figuram entre as infrações mais recorrentes o estacionamento em locais proibidos pela sinalização, com cerca de 4.200 autuações, e a falta do uso do cinto de segurança, que somou mais de 4,3 mil registros.
Fiscalização
Para o advogado especialista em trânsito, Rodrigo Paschoalotto, a redução nas autuações não significa, necessariamente, um trânsito mais seguro. Segundo ele, a diminuição da fiscalização, especialmente da velocidade, compromete o controle das infrações e pode influenciar o comportamento dos motoristas.
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O especialista destaca que a ausência dos radares reduziu significativamente o número de multas por excesso de velocidade, que lideravam as estatísticas no ano passado. Para ele, ampliar a fiscalização, com mais agentes e equipamentos, é uma das medidas necessárias para aumentar a segurança viária.
Comportamento
Pascoaloto também chama atenção para infrações que seguem entre as mais registradas, como o uso do celular ao volante e a falta do cinto de segurança. Segundo ele, essas condutas representam riscos elevados e podem contribuir para acidentes graves.
O advogado reforça ainda que o respeito às regras de trânsito deve partir da conscientização dos condutores e não apenas do receio de receber multas. Para ele, medidas educativas, aliadas à fiscalização, são fundamentais para reduzir infrações e preservar vidas.



