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Nos 170 anos de Ribeirão Preto, especialista defende mais planejamento e participação cidadã

Cidade é analisada em balanço sobre gestão pública, desenvolvimento e desafios futuros, com foco em planejamento institucional e engajamento da população
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Foto: Divulgação

A cidade de Ribeirão Preto completou 170 anos e foi tema de uma reflexão sobre sua trajetória, desafios e perspectivas futuras. O debate contou com a participação do professor da Universidade de São Paulo, especialista em gestão pública e coordenador do GPublic, o Centro de Gestão e Políticas Públicas Contemporâneas.

João Luiz Passador destacou que, apesar da juventude histórica da cidade, Ribeirão Preto apresenta desempenho relevante em indicadores socioeconômicos. Ele comparou a gestão pública a estruturas de grande porte, que exigem mudanças graduais e planejamento consistente ao longo do tempo.

Avaliação

O professor avaliou que mudanças em cidades são processos lentos, comparando a administração pública a “transatlânticos”, que não permitem manobras bruscas. Segundo ele, mesmo cidades médias como Ribeirão Preto exigem grande esforço de gestão e participação dos cidadãos.

Ele ressaltou ainda que o município aparece com frequência entre os melhores colocados em rankings de desenvolvimento econômico e social no país. Entre os fatores citados estão geração de renda, educação, longevidade e qualidade dos serviços públicos.

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Para o especialista, um dos principais desafios de Ribeirão Preto é o fortalecimento do planejamento público. Ele defende a criação de um instituto específico para essa função, inspirado em experiências de outras cidades brasileiras. GPublic também foi citada como referência no debate sobre modelos de gestão. O professor destacou que decisões mais eficazes tendem a ser colegiadas e com maior participação social.

Participação

Outro ponto abordado foi a participação da população nas decisões políticas do município. O professor afirmou que a falta de engajamento pode estar ligada à ausência de mecanismos institucionais efetivos de escuta e participação.

Ele defendeu a criação de uma cultura de participação cidadã contínua, com envolvimento da população no diagnóstico, planejamento e controle das políticas públicas. Para ele, isso ajudaria a fortalecer a sensação de pertencimento e responsabilidade coletiva.

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