O número de brasileiros que vivem sozinhos mais que dobrou nos últimos anos, segundo dados do IBGE, refletindo mudanças no comportamento da população, envelhecimento e saída dos filhos de casa. Esse cenário também se reflete na participação política, com aumento significativo de eleitores idosos no país.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de pessoas com mais de 60 anos aptas a votar cresceu 75% nos últimos 15 anos. Em 2010, eram pouco mais de 69 mil eleitores nessa faixa etária, enquanto em 2025 o número saltou para mais de 121 mil.
Participação ativa
Mesmo sem a obrigatoriedade do voto, muitos idosos seguem participando das eleições. É o caso de Maria Cristina dos Reis, de quase 80 anos, que faz questão de votar e acompanhar de perto a política.
Além do voto, ela também mantém o hábito de discutir temas políticos, acompanhar projetos e cobrar representantes públicos. Para ela, o envolvimento é uma forma de exercer a cidadania e contribuir com a sociedade.
Mudança perfil
O crescimento da população idosa está diretamente ligado ao aumento da expectativa de vida no Brasil, que hoje gira em torno de 76 anos. Esse avanço também amplia a presença desse público no processo eleitoral.
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Segundo especialistas, os idosos devem estar atentos às propostas dos candidatos e acompanhar debates, principalmente nas redes sociais, onde também estão cada vez mais presentes.
Desafios eleitorais
Apesar da maior participação, a população idosa enfrenta desafios, como a dificuldade em identificar informações falsas na internet. Isso exige atenção redobrada na hora de avaliar conteúdos e propostas.
Especialistas também apontam a necessidade de ampliação de políticas públicas voltadas à terceira idade, já que o país conta com cerca de 35 milhões de idosos. No mesmo período, o número total de eleitores no Brasil cresceu 17,5%.



