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Ônibus fica fora de circulação após placa traseira ser furtada em Ribeirão Preto

Veículo da linha 603 atende o Jardim Juliana e teve a placa exibida nas redes sociais por jovens ligados à prática de rabeira
ônibus
Redes sociais

Um ônibus do transporte público de Ribeirão Preto está fora de circulação depois de ter a placa de identificação traseira furtada. O veículo faz a linha 603, que atende o Jardim Juliana, na zona leste da cidade, e o motorista percebeu o desaparecimento quando já estava na região central.

A suspeita é de que o furto tenha acontecido no Jardim Juliana ou no Parque São Sebastião, regiões onde, segundo relatos, é frequente a prática da chamada rabeira, quando ciclistas se seguram na parte traseira dos ônibus para pegar carona.

Horas depois, uma foto da placa foi publicada nas redes sociais por jovens que a exibiam como se fosse um troféu. A publicação fazia referências às linhas 603 e 630 e também ironizava a polícia. O conteúdo foi apagado e, até o momento, os responsáveis não foram identificados.

Fiscalização

O secretário-geral do Sindicato dos Empregados do Transporte Urbano de Ribeirão Preto (Seturp), Marcelo Leão, afirmou que não é a primeira vez que uma placa de ônibus é furtada e cobrou fiscalização para combater a prática.

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Ribeirão Preto tem uma lei municipal que prevê medidas contra a rabeira, entre elas multa e apreensão da bicicleta. Segundo Leão, porém, a fiscalização ainda é insuficiente. Para ele, GCM e RP Mobi precisam intensificar as ações nos pontos onde os jovens costumam praticar a atividade.

O representante dos trabalhadores afirma que a retirada da placa provoca impacto no serviço porque o ônibus precisa permanecer na garagem até a reposição. A estimativa é de que o procedimento leve de dois a três dias.

Vandalismo

Segundo Marcelo Leão, não há veículos reservas suficientes para substituir todos os ônibus que ficam parados por causa de atos de vandalismo. Ele afirma que já houve semanas em que quatro veículos ficaram fora de circulação por danos como vidros quebrados.

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Os motoristas também relatam insegurança para repreender quem pratica a rabeira por medo de agressões. De acordo com o sindicato, um profissional quase foi atingido por uma pedra e, em outro episódio, um motorista acionou o botão do pânico após jovens pegarem rabeira durante o trabalho.

A RP Mobi informou que lamenta e repudia os atos de vandalismo e furto e acompanha a investigação. O órgão orienta que denúncias sejam feitas pelo 190, da Polícia Militar, ou pelo 153, da Guarda Civil Metropolitana.

Investigação

A GCM informou que não foi acionada especificamente sobre o furto da placa, mas acompanha o caso e atua em conjunto com a Polícia Militar para coibir a prática da rabeira.

A Polícia Militar e o Consórcio Pró-Urbano foram procurados, mas ainda não haviam respondido à reportagem. A placa continua desaparecida e os responsáveis pelo furto ainda não foram identificados.


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