A cefaleia é um tipo de dor de cabeça que preocupa os médicos, pois pode ser sintomas de outras doenças mais graves
Dor de cabeça em crianças e adolescentes é um assunto que preocupa pais e médicos. Frequentemente, as crianças se queixam de cefaleia, termo médico para dor de cabeça, afetando sua rotina e a da família. Para entender melhor esse problema, conversamos com o Dr. Ivãs Viola Ferrar.
Tipos de Cefaleia
Existem dois tipos principais: cefaleia aguda e cefaleia crônica. A aguda dura poucos dias ou horas, geralmente associada a infecções como gripes. Já a crônica pode durar semanas ou anos, sendo as mais comuns a migrânia (enxaqueca) e a cefaleia tensional. Esta última, frequentemente relacionada ao estresse e tensão diária, costuma melhorar em períodos de descanso.
Tratamento e Preocupações
Embora a maioria das cefaleias não indique problemas graves (tumores cerebrais afetam menos de 1% dos casos), a persistência ou intensidade da dor pode impactar a vida da criança ou adolescente, afetando a escola e atividades extracurriculares. O tratamento varia. Cefaleias agudas respondem bem a analgésicos comuns. Para as crônicas, analgésicos podem ser suficientes em casos de crises pouco frequentes. Crises mais frequentes (ex: uma vez por mês) podem exigir medicamentos específicos, prescritos por médico, para prevenir novas crises ou reduzir sua frequência.
Quando Procurar um Médico
Pais devem procurar um pediatra sempre que a dor de cabeça for preocupante. Algumas situações exigem atenção especial: dor de cabeça em crianças menores de seis anos; dor que acorda a criança à noite; dor na parte posterior da cabeça; ou dor que, inicialmente leve, se torna intensa repentinamente. A avaliação médica é crucial para identificar a causa e o tratamento adequado.
A conversa com o Dr. Ivãs Viola Ferrar esclareceu dúvidas importantes sobre cefaleia em crianças e adolescentes, destacando a importância da observação dos pais e da busca por orientação médica para garantir o bem-estar dos filhos.