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Pediatra fala dos cuidados que os pais devem ter para o diagnóstico rápido do câncer infantojuvenil
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Pediatra fala dos cuidados que os pais devem ter para o diagnóstico rápido do câncer infantojuvenil

Pediatra fala dos cuidados que os pais devem ter para o diagnóstico rápido do câncer infantojuvenil

O câncer infantil apresenta características únicas que o diferenciam do câncer em adultos. Ao contrário do câncer adulto, onde fatores de risco como tabagismo e consumo excessivo de álcool são conhecidos, no câncer infanto-juvenil, não há um fator de risco claramente identificável até o momento.

Tipos de Câncer Mais Comuns na Infância e Adolescência

Na primeira década de vida, as leucemias e os tumores do sistema nervoso central (cérebro e medula óssea) são os tipos mais comuns. Após a adolescência, os linfomas também se tornam mais prevalentes, além das leucemias. Outros tipos de câncer que podem afetar crianças incluem neuroblastoma (câncer derivado de células nervosas), retinoblastoma (câncer da retina), entre outros.

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Diagnóstico e Tratamento

Os sintomas do câncer infantil muitas vezes se assemelham a doenças banais, o que pode levar a atrasos no diagnóstico. Sintomas como febre persistente, dor corporal, aumento do volume abdominal, caroços (gânglios) e dores de cabeça que não melhoram com tratamentos comuns devem ser investigados. Embora o tratamento varie de acordo com o tipo de câncer, a base do tratamento em crianças é semelhante à dos adultos, utilizando quimioterapia, radioterapia e cirurgia, isoladamente ou em combinação.

Taxas de Sobrevivência e Avanços no Tratamento

As taxas de sobrevivência para o câncer infanto-juvenil têm aumentado significativamente nas últimas décadas. Para alguns tipos de leucemia na primeira década de vida, o Brasil apresenta taxas de cura próximas a 90%, comparáveis a países desenvolvidos. Globalmente, a taxa de cura para o câncer infanto-juvenil está em torno de 60% a 65%, principalmente quando o diagnóstico é precoce. A comparação com dados do final da década de 1960 e início da década de 1970, onde a taxa de sobrevivência para leucemia infantil era inferior a 10%, demonstra o enorme progresso alcançado no tratamento do câncer infantil.

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