A Polícia Civil segue à procura do pecuarista João Bolelli, de 62 anos, suspeito de matar Priscila Custódio, de 24, com um tiro na cabeça, em Rifaina, no interior de São Paulo. A Justiça decretou a prisão temporária do investigado, que permanece foragido. Nesta quinta-feira (29), os policiais encontraram a caminhonete que teria sido usada por ele na fuga. O veículo estava na zona rural do município, próximo a uma propriedade ligada ao pecuarista.
Priscila foi morta na noite de terça-feira (27), quando devolvia uma caminhonete ao suspeito. O sepultamento ocorreu na quarta-feira (28), em Perdizes, em Minas Gerais. Relatos do namorado e de uma amiga da jovem apontam que ela teria sofrido ameaças e chantagens durante o relacionamento com Bolelli.
Relatos de ameaças
O namorado de Priscila, Samuel Ramos, afirmou que ela contou que tentava encerrar o relacionamento com o pecuarista, mas enfrentava ameaças. Segundo ele, o suspeito dizia que, se ela terminasse a relação, não ficaria com mais ninguém e teria a vida ameaçada.
Samuel também relatou um episódio durante uma festa agropecuária em Perdizes, quando percebeu que Bolelli estaria seguindo Priscila pelo local. De acordo com o namorado, a jovem insistia para que os dois fossem embora porque o pecuarista estaria tentando cercá-la.
O relacionamento de Samuel com Priscila durou cerca de cinco meses. Segundo ele, os dois planejavam se casar e estavam organizando como contariam à mãe da jovem sobre o pedido. “Eu quero, do fundo do meu coração, que encontrem ele para que a Justiça seja feita, porque ela não merecia isso de maneira alguma”, afirmou.
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Amiga pede justiça
Juliana Maral, amiga de Priscila há três anos, contou que as duas se conheceram quando a jovem trabalhava fazendo provadores em uma loja. Ela afirmou que a amizade se fortaleceu ao longo do tempo e que Priscila teve papel importante em momentos de sua vida pessoal.
Juliana disse que as duas haviam combinado de se encontrar para comer pamonha nesta quinta-feira. Abalada com a morte da amiga, ela afirmou que ainda tem dificuldade para assimilar a perda e pediu que o suspeito seja responsabilizado.
Investigação
João Bolelli é conhecido na região por sua atuação no setor agropecuário, com propriedades rurais e produção de leite. Segundo as informações apresentadas no caso, ele já foi condenado por agressão e por descumprir uma medida protetiva contra uma ex-companheira.
A defesa do pecuarista informou que não conseguiu contato com ele. A Polícia Civil continua as buscas para localizá-lo e avançar na investigação sobre o assassinato de Priscila.



