O anúncio do Plano Safra 2026/2027, com R$ 525 bilhões destinados à agricultura empresarial e R$ 85 bilhões para a agricultura familiar, dominou os debates no agronegócio nesta semana. Na coluna CBN Agronegócio, José Carlos de Lima Jr analisou os impactos da medida e destacou que, apesar do aumento nominal nos recursos em relação ao ciclo anterior, o valor não acompanha a inflação acumulada, o que reduz o ganho real para o setor.
Segundo o especialista, o principal ponto positivo foi a redução das taxas de juros, com queda de 14% para 12,5% ao ano na agricultura empresarial e de 10% para 9% no Pronamp. Ainda assim, ele alerta que o montante segue abaixo do necessário para atender à demanda do campo, especialmente em um cenário de alto endividamento, instabilidade climática e incertezas do mercado internacional. José Carlos também ressaltou que a renegociação das dívidas agrícolas precisa ser tratada separadamente do Plano Safra para evitar distorções nos objetivos da política pública.
A coluna também abordou os impactos da alta dos combustíveis sobre o agronegócio, especialmente no diesel, insumo essencial para a logística do setor. Mesmo com ajustes recentes nos preços, o especialista avalia que a pressão inflacionária deve continuar, agravada pelas limitações fiscais do governo e pela falta de infraestrutura.
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