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Produtos de higiene pessoal acumulam alta acima da inflação e pesam no bolso do consumidor

Sabonete, pasta de dente, shampoo e papel higiênico registraram aumentos superiores à inflação em 12 meses, segundo dados citados na reportagem
Produtos
Kasto/Canva

Os produtos de higiene pessoal têm pressionado o orçamento das famílias ao registrar reajustes acima da inflação nos últimos 12 meses. Segundo dados do IBGE apresentados na reportagem, enquanto a inflação geral no estado de São Paulo ficou próxima de 4% no período até junho de 2026, os artigos de higiene e beleza acumularam alta de cerca de 4,5%.

Itens de uso diário, como papel higiênico, pasta de dente, sabonete, shampoo, absorvente e desodorante, estão entre os produtos que ficaram mais caros. Consumidores relatam que já sentem os impactos nas compras do supermercado, principalmente por se tratarem de itens essenciais que não podem ser deixados de lado.

Altas nos preços

Entre os produtos que mais subiram estão as hastes flexíveis, com alta de quase 10%, seguidas pelo creme dental (7%), shampoo (5,66%), absorvente higiênico (4,54%), desodorante (3,94%), papel higiênico (3,58%) e sabonete (3,49%).

De acordo com a reportagem, supermercados também têm enfrentado dificuldades para absorver os reajustes. Gerentes afirmam que os aumentos atingiram praticamente toda a linha de higiene pessoal e que nem sempre é possível evitar o repasse ao consumidor.

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Segundo o economista Ricardo Buzo, parte dessa alta está relacionada ao aumento dos custos de matérias-primas ligadas aos setores químico, petroquímico, de celulose e algodão. Produtos derivados do petróleo, utilizados na fabricação de itens como sabonetes, shampoos e desodorantes, foram impactados pela valorização da matéria-prima após os conflitos no Oriente Médio. Já papel higiênico e absorventes sofreram influência da alta da celulose, enquanto o algodão acumulou aumento de cerca de 20% em 12 meses.

Reforma tributária

Outro fator apontado na reportagem é a transição da reforma tributária. Representantes do setor supermercadista afirmam que mudanças na forma de cobrança do ICMS sobre alguns produtos de limpeza podem gerar custos adicionais para os estabelecimentos.

Segundo comerciantes, produtos adquiridos anteriormente pelo regime de substituição tributária passarão a seguir novas regras de tributação, o que pode exigir reajustes para compensar o aumento dos custos e manter a operação dos supermercados.

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Orientação

Durante entrevista à CBN Ribeirão Preto, o consultor em agronegócio José Luis Coelho afirmou que é importante diferenciar aumentos justificados por custos de produção daqueles considerados especulativos. Ele destacou que fatores como câmbio, tributação e oscilações internacionais influenciam os preços, mas defendeu que o consumidor mantenha atenção aos valores praticados.

Como orientação, o especialista recomenda pesquisar preços antes das compras, comparar estabelecimentos e considerar marcas alternativas ou produtos refil, que podem apresentar diferenças significativas de preço em relação às marcas tradicionais.

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