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Ribeirão Preto registra 388 casos de dengue e índice de infestação do mosquito chega a nível de alerta

Subsecretária de Vigilância em Saúde alerta para aumento de focos com as chuvas e reforça a importância da prevenção e da segunda dose da vacina
dengue
Foto: Getty Images

Ribeirão Preto registra 388 casos confirmados de dengue, enquanto o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti chegou a 3,3, considerado nível de alerta. O indicador foi divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde após levantamento realizado em imóveis da cidade. Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, a combinação de chuvas e temperaturas elevadas favorece a proliferação do mosquito transmissor da doença.

Apesar de os números de casos estarem abaixo dos registrados durante a epidemia de 2024, a Secretaria da Saúde mantém a preocupação com o cenário dos próximos meses. Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, Luzia destacou que o período chuvoso exige atenção redobrada dos moradores e intensificação das ações de prevenção pelas equipes de saúde.

Infestação

O índice de 3,3 significa que, a cada 100 imóveis vistoriados, cerca de três apresentaram focos do mosquito. De acordo com Luzia, o indicador praticamente dobrou em relação aos níveis registrados em maio e junho, quando estava entre 1,3 e 1,5.

A subsecretária afirmou que as equipes já retiraram aproximadamente 44 mil quilos de objetos com potencial para acumular água. Entre outubro e dezembro, quando as chuvas se intensificam, a orientação é manter a verificação dos imóveis diariamente, eliminando recipientes que possam servir de criadouros.

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A Secretaria da Saúde também intensifica o trabalho em bairros definidos com base no histórico da dengue e nos indicadores da doença em anos anteriores. Embora o município esteja em uma situação considerada compatível com a endemia, a avaliação leva em conta a circulação dos vírus e a possibilidade de aumento dos casos.

Vacinação

A vacina contra a dengue está disponível na rede pública para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Segundo Luzia, a cobertura da primeira dose é considerada boa, mas menos de 50% do público-alvo recebeu a segunda aplicação. A subsecretária reforçou que completar o esquema vacinal é fundamental para alcançar a imunidade esperada.

Luzia também alertou que a dengue pode evoluir para quadros graves e até causar mortes. Por isso, a vacinação deve ser combinada com medidas de prevenção, como a eliminação de focos do mosquito dentro e fora das residências.

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Sorotipo 3

Uma das preocupações da Secretaria da Saúde é a circulação do sorotipo 3 da dengue. Segundo Luzia, a última circulação identificada em Ribeirão Preto havia ocorrido em 2009 e 2010. A entrada desse sorotipo foi detectada novamente em 2025, o que preocupa as autoridades porque uma parcela considerável da população pode estar suscetível à infecção.

A subsecretária destacou que o mosquito está adaptado ao ambiente doméstico e pode permanecer em locais como ralos, pratos de vasos de plantas, recipientes de água de animais e atrás de móveis e cortinas. Como o Aedes aegypti é silencioso, nem sempre é percebido pelos moradores. Por isso, a recomendação é verificar os ambientes regularmente e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água.

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