Luciana Rodrigues negou que tenha havido negligência; CPI que investiga o caso, sabatinou a chefe da pasta nesta quinta-feira
Em depoimento à CPI que investiga a morte de Lucas da Costa Souza, de 13 anos, a secretária de Educação de Ribeirão Preto, Luciana Rodrigues, negou responsabilidade da prefeitura pelo ocorrido. Lucas faleceu em novembro de 2022 após sofrer uma descarga elétrica ao tentar escalar o muro da Escola Municipal Semei Eduardo Romualdo de Souza, na Vila Virgínia.
Falta de Inspetores e Infraestrutura
A secretária afirmou que, antes da morte do adolescente, foi realizado um checklist em todas as escolas municipais, e a escola onde ocorreu o acidente não apresentava problemas urgentes de infraestrutura. Rodrigues confirmou a falta de inspetores na escola no dia do incidente, mas argumentou que a rede conta com 400 inspetores para 109 escolas. Ela também declarou que a ausência de inspetor não justifica a morte como negligência da prefeitura, classificando-a como fatalidade. No dia do ocorrido, os alunos foram dispensados mais cedo, e Lucas permaneceu na escola brincando com colegas.
Pedido de Ação Judicial e Divergências na CPI
Antes mesmo de responder aos questionamentos, a secretária solicitou e obteve na justiça o direito de permanecer em silêncio sobre questões que pudessem incriminá-la. Luciana Rodrigues justificou a solicitação alegando a necessidade de preservar seus direitos. O presidente da CPI, Zac Antunes, discordou da secretária, considerando o caso como negligência da prefeitura devido à ausência do inspetor e criticou a postura da secretária em buscar o direito ao silêncio durante a CPI. Antunes ressaltou que a CPI visa colaborar nas investigações.
A CPI pretende ouvir o médico legista que atendeu Lucas para confrontar informações e esclarecer as circunstâncias da morte. A oitiva está marcada para o dia 21 de março. A investigação segue em andamento para apurar as responsabilidades pelo ocorrido.



