No primeiro balanço, números do Sindicato e da Prefeitura não bateram
A greve dos servidores públicos de Ribeirão Preto na quinta-feira causou impactos significativos na cidade, com diferentes versões sobre a adesão à paralisação.
Adesão à Greve: Versões Divergentes
Enquanto o sindicato relatou alta adesão, com 100% dos funcionários da infraestrutura e administração, 90% de obras públicas, 80% da fazenda e 70% da educação em greve, a prefeitura divulgou números bem diferentes, afirmando que apenas 20% dos trabalhadores aderiram ao movimento. Essa discrepância gerou grande controvérsia e prejudicou principalmente os setores de saúde e educação.
Impactos nos Serviços Públicos
Na educação, a greve afetou significativamente as aulas. No Colégio Mouzinho, por exemplo, apenas 5 dos 26 professores trabalharam, atendendo a apenas 50 dos 800 alunos. As creches permaneceram fechadas, prejudicando pais que dependiam do serviço para trabalhar. No setor de saúde, consultas eletivas foram adiadas, embora atendimentos de alta complexidade fossem mantidos em alguns locais. Cidadãos que aguardavam consultas há meses enfrentaram dificuldades e frustrações.
Protesto e Impasse na Negociação
Os servidores cruzaram os braços em protesto contra a falta de contraproposta salarial da prefeitura. O sindicato reivindica um aumento de 13%, enquanto a prefeitura considera esse percentual irreal. A situação chegou à justiça, com uma liminar proibindo a greve em alguns setores. Apesar disso, servidores mantiveram protestos em frente ao Palácio Rio Branco, aguardando uma nova proposta salarial. O impasse entre prefeitura e servidores permanece, deixando a população impactada e sem previsão de resolução.



