Direção do hospital diz que problema não está acontecendo por causa da epidemia de dengue e H1N1
A Santa Casa de Ribeirão Preto expressou publicamente sua preocupação com a crescente superlotação no setor de urgência e emergência, revelando um conflito com os órgãos de gestão pública da saúde. Em coletiva de imprensa, a direção do hospital detalhou a situação crítica que se intensificou nos últimos dias, impactando a capacidade de atendimento e gerando apreensão quanto à continuidade dos serviços.
Superlotação e Limitações no Atendimento
O superintendente da Santa Casa, Dr. Marcela de Bonifácio, relatou que a emergência chegou a receber 12 pacientes simultaneamente, excedendo a capacidade física e de recursos humanos. A gravidade dos casos exige atenção constante, tornando o cenário ainda mais desafiador. Apesar da epidemia de dengue e do aumento de casos de gripe H1N1 na região, a direção do hospital enfatiza que a superlotação não se resume a esses fatores.
Desafios na Regulação e Fluxo de Pacientes
A Santa Casa alega que, mesmo diante da falta de vagas e da sobrecarga das equipes, pacientes continuam sendo encaminhados ao hospital. A direção informou ter notificado a central de regulação de emergência sobre a situação, buscando soluções para otimizar o fluxo de pacientes. No entanto, a resposta recebida, que sugeria maior agilidade na liberação de pacientes, foi contestada pela Santa Casa, que se considera um hospital terciário com casos de alta complexidade.
Impacto na Equipe Médica e Riscos Futuros
A superlotação constante afeta diretamente as condições de trabalho dos médicos, que atuam como prestadores de serviço. A direção da Santa Casa teme que a exaustão e o aumento do absenteísmo levem a uma debandada de profissionais, comprometendo ainda mais o atendimento. A situação será notificada à promotoria em busca de medidas para mitigar os problemas.
Diante do exposto, a Santa Casa busca soluções para garantir a assistência à população, enquanto lida com as dificuldades impostas pela superlotação e pela complexidade do sistema de saúde.



