As recentes suspeitas de ebola registradas em São Paulo e no Rio de Janeiro foram o tema da coluna Com Ciência. O pesquisador da Fiocruz Rodrigo Stabeli explicou que os casos investigados acabaram descartados, mas ressaltou que as ocorrências demonstram o funcionamento da vigilância epidemiológica brasileira e a capacidade de identificação rápida de doenças importadas.
Durante a conversa, o especialista destacou que o ebola não apresenta potencial de disseminação semelhante ao da Covid-19 ou da gripe, já que a transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais e não pelo ar. Além disso, pessoas infectadas não transmitem o vírus durante o período de incubação, o que facilita o controle de possíveis casos e reduz o risco de surtos no país.
A coluna também abordou os desafios enfrentados por países africanos que convivem com surtos da doença, incluindo dificuldades sanitárias, conflitos internos e barreiras para ações de saúde pública. Segundo Stabeli, o Brasil possui estrutura de vigilância, protocolos de atendimento e centros especializados capazes de identificar, isolar e tratar eventuais casos suspeitos sem necessidade de alarmismo.
Ouça o áudio completo da coluna Com Ciência para entender como funciona o monitoramento do ebola e por que especialistas descartam risco de epidemia no Brasil.