A instalação de uma tecnologia inédita no setor elétrico brasileiro está em funcionamento em Ribeirão Preto como parte de um processo de modernização da infraestrutura energética paulista. O investimento previsto para esta primeira etapa é de R$ 5 milhões.
Segundo a ISA Energia Brasil, os equipamentos foram implantados para otimizar a operação das linhas de transmissão já existentes, permitindo redirecionar o fluxo de energia e reduzir sobrecargas identificadas na rede da região. A iniciativa foi desenvolvida como uma solução emergencial para atender ao crescimento da demanda energética.
De acordo com a empresa, após cumprir sua função inicial em Ribeirão Preto, os equipamentos serão transferidos para as subestações de Votuporanga e São José do Rio Preto, onde devem operar de forma permanente a partir de 2027.
Tecnologia inédita
A tecnologia instalada pela ISA Energia Brasil é utilizada pela primeira vez no país e atua diretamente sobre o fluxo de energia nas linhas de transmissão. O objetivo é permitir uma utilização mais eficiente da infraestrutura já existente, sem a necessidade imediata de novas estruturas.
Segundo o diretor executivo de projetos da empresa, Darron Uego, os equipamentos foram instalados em série com as linhas de transmissão e possibilitam redirecionar os fluxos de energia entre os circuitos. Em Ribeirão Preto, a solução foi aplicada nas linhas que atendem à região de Porto Ferreira.
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A proposta é otimizar a capacidade das redes atuais, reduzindo riscos de sobrecarga e melhorando o desempenho operacional do sistema elétrico.
Transferência futura
Os equipamentos foram desenvolvidos com características modulares, o que permite sua utilização em diferentes etapas do projeto. Após a conclusão de novas linhas de transmissão em construção pela ISA Energia, a estrutura será deslocada para outras subestações do estado.
A empresa explica que, com a entrada em operação da solução definitiva, os equipamentos poderão oferecer melhores resultados em outras regiões. Por isso, está prevista a transferência para as subestações de Votuporanga e São José do Rio Preto.
A expectativa é que esses sistemas passem a operar de forma permanente nesses locais a partir de 2027, ampliando os benefícios da tecnologia para outras áreas da rede elétrica paulista.
Demanda crescente
A implementação em Ribeirão Preto foi definida como uma solução emergencial após análises realizadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), pelo Ministério e pela ISA Energia Brasil. O diagnóstico apontou a necessidade de uma resposta mais rápida para atender à demanda regional.
De acordo com a empresa, a construção de uma nova linha de transmissão, considerada a solução definitiva, possui prazo estimado de 48 meses. Diante desse cenário, a adoção da tecnologia permitiu uma resposta em prazo menor para garantir o fornecimento de energia.
A ISA Energia destaca que a necessidade da intervenção está relacionada ao crescimento da demanda na região e à entrada de novas cargas no sistema. Segundo a empresa, a rede existente não conseguia atender plenamente a essa expansão sem a adoção de medidas complementares.



