O impacto do uso do celular na qualidade do sono vai além da luz azul emitida pelas telas. Segundo o pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stab, estudos recentes indicam que o principal problema está no excesso de estímulos e informações consumidos antes de dormir, e não na luminosidade dos aparelhos. A exposição constante a conteúdos dinâmicos, como vídeos curtos, mantém o cérebro em estado de alerta, dificultando o relaxamento necessário para o sono.
De acordo com a pesquisa, a emissão de luz dos celulares é significativamente menor do que a exposição à luz solar, o que relativiza seu impacto direto no organismo. Por outro lado, hábitos como o uso contínuo do celular à noite e o consumo acelerado de conteúdos ativam substâncias no corpo que prejudicam a desaceleração cerebral. A recomendação é reduzir o uso de telas horas antes de dormir e adotar práticas mais tranquilas, como a leitura, que favorecem o descanso.
A qualidade do sono está diretamente ligada à saúde, influenciando funções cognitivas, disposição e até a prevenção de doenças. Por isso, a mudança de hábitos é essencial para melhorar o descanso em meio à rotina digital intensa.
Ouça a coluna completa para entender como o uso do celular pode impactar sua saúde e o que fazer para dormir melhor.