O uso de vitaminas e suplementos para estimular o apetite ou favorecer o crescimento infantil não é recomendado para crianças saudáveis. Durante a coluna Filhos e Companhia, o pediatra Ivan Savioli Ferraz explicou que a ideia de que criança saudável precisa ser “gordinha” já foi superada e que o excesso de peso está associado ao aumento do risco de doenças, especialmente cardiovasculares.
Segundo o especialista, vitaminas não têm efeito para abrir o apetite e, na maioria dos casos, a percepção de que a criança “não come” não corresponde à realidade clínica. O médico explicou que apenas uma pequena parcela dessas situações está relacionada a transtornos alimentares e que o primeiro passo na avaliação é observar peso e estatura. Muitas vezes, segundo ele, a criança se alimenta adequadamente, mas não na quantidade esperada pelos pais.
O pediatra também alertou que suplementos nutricionais devem ser usados apenas em situações específicas e com orientação médica. Ele destacou que não há evidências que sustentem o uso de suplementos proteicos em crianças e adolescentes, inclusive atletas, e reforçou que produtos com alta concentração de proteínas podem trazer riscos ainda pouco conhecidos a longo prazo. A recomendação é evitar automedicação e procurar acompanhamento pediátrico antes de oferecer qualquer suplementação.
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