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Você sabe como foi criada e como funciona a urna eletrônica?

Um dos envolvidos na criação desta ferramenta, Giuseppe Janino, fala como surgiu a necessidade de adotar a votação eletrônica
Você sabe como foi criada e
Um dos envolvidos na criação desta ferramenta, Giuseppe Janino, fala como surgiu a necessidade de adotar a votação eletrônica

Um dos envolvidos na criação desta ferramenta, Giuseppe Janino, fala como surgiu a necessidade de adotar a votação eletrônica

O sistema de votação eletrônica brasileiro, Você sabe como foi criada e como funciona a urna eletrônica?, utilizado desde 1996, é resultado de uma transformação motivada pela necessidade de aumentar a credibilidade e a segurança do processo eleitoral. Segundo Giuseppe Janino, ex-secretário de informática do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e um dos criadores da urna eletrônica, o modelo tradicional de votação em papel apresentava problemas significativos, como lentidão, erros humanos e fraudes, o que comprometia a confiança nos resultados.

“Há 30 anos, quando votávamos no papel, havia muita intervenção humana no processo, o que gerava lentidão, erros e um portfólio consistente de fraudes. Chegamos a bater no fundo do poço em relação à credibilidade do processo eleitoral”, explicou Janino.

A adoção da urna eletrônica buscou mitigar a interferência humana, substituindo-a pela tecnologia digital. A primeira utilização ocorreu nas eleições municipais de 1996, e desde então o sistema tem sido aprimorado para garantir maior segurança, transparência e agilidade na apuração dos votos.

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Segurança e auditabilidade do voto eletrônico

O voto eletrônico brasileiro é considerado seguro devido a uma série de mecanismos tecnológicos incorporados ao sistema. Entre eles, destacam-se a criptografia, a assinatura digital, a imutabilidade dos dados e a rastreabilidade das operações. Esses elementos garantem que o processo seja auditável e resistente a fraudes.

“O sistema possui funcionalidades que só existem no paradigma digital, como a criptografia e a assinatura digital, que asseguram a integridade e a verificabilidade de todos os passos da votação”, afirmou Janino.

Além disso, a urna eletrônica não é conectada à internet, o que reduz significativamente o risco de invasões. O TSE implementa mais de 30 barreiras para evitar ataques e fraudes. Um dos mecanismos de transparência mais importantes é a impressão do boletim de urna ao final da votação, que é afixado na seção eleitoral para conferência pública antes da transmissão dos dados ao TSE.

Transmissão e verificação dos dados: A transmissão dos resultados ocorre por meio da rede corporativa da Justiça Eleitoral, uma rede privativa controlada pela instituição. Os dados são enviados criptografados e passam por múltiplas camadas de segurança até chegarem ao computador central responsável pela totalização dos votos.

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“Os dados saem da urna criptografados, são transmitidos por um canal criptografado e, ao chegarem ao computador central, há uma verificação rigorosa para confirmar a autenticidade e a integridade das informações”, detalhou Janino.

O sistema também realiza análises para identificar inconsistências, como sessões eleitorais com zero de abstenção ou resultados atípicos, garantindo maior confiabilidade no processo.

Uso global e fiscalização das eleições

Apesar de críticas frequentes, o Brasil não é o único país a utilizar sistemas eletrônicos de votação. Segundo especialistas, mais de 30 países, incluindo Índia, França, Itália, México e alguns estados dos Estados Unidos, adotam sistemas informatizados para eleições.

Durante o período eleitoral, o TSE realiza a verificação dos sistemas instalados na sede em Brasília, que são responsáveis pela recepção e totalização dos dados enviados pelos cartórios eleitorais. Esse processo é acompanhado por representantes da Polícia Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de partidos políticos, garantindo a fiscalização e a transparência do pleito.

Entenda melhor
  • A urna eletrônica foi introduzida no Brasil em 1996 para aumentar a segurança e a agilidade das eleições.
  • O sistema utiliza criptografia e assinatura digital para garantir a integridade dos votos.
  • A urna não é conectada à internet, protegendo o sistema contra invasões externas.
  • O boletim de urna impresso permite a conferência pública dos resultados antes da transmissão ao TSE.
  • Mais de 30 países utilizam sistemas eletrônicos de votação, contrariando a ideia de exclusividade brasileira.

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