A proposta de mudança na escala de trabalho 6×1 tem avançado no cenário político e gerado preocupação entre representantes do setor produtivo. Em Ribeirão Preto, a Associação Comercial e Industrial acompanha o tema com cautela e defende mais tempo para discussão.
Segundo a presidente da Acirp Sandra Brandani, o ritmo acelerado da tramitação, em pleno ano eleitoral, pode comprometer uma análise mais aprofundada sobre os impactos da medida, especialmente para pequenas e médias empresas.
Debate
A Associação Comercial afirma que já acionou deputados e senadores, além de entidades como federações, para pedir o adiamento da discussão para 2027. A ideia é garantir um debate técnico, sem pressões políticas.
De acordo com a presidente da entidade, cada setor possui características próprias, o que exige uma análise detalhada antes de qualquer mudança na jornada de trabalho.
Impacto
A principal preocupação está nos efeitos econômicos da proposta, sobretudo para micro e pequenas empresas, que representam a maioria dos negócios na cidade. A mudança pode elevar custos operacionais e comprometer a sustentabilidade de empresas.
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A entidade alerta que decisões rápidas podem gerar prejuízos significativos para o comércio, serviços e indústria, com risco de inviabilizar atividades e até levar ao fechamento de empresas.
Economia
Outro ponto levantado é o atual cenário econômico, marcado por juros elevados, aumento de custos e queda no poder de consumo. Segundo a associação, esse contexto já pressiona os empresários e dificulta a adaptação a novas regras.
A avaliação é de que uma mudança estrutural na jornada de trabalho precisa considerar não apenas o trabalhador, mas também a capacidade das empresas de manter suas operações.
Proposta
A entidade defende que a discussão sobre o fim da escala 6×1 e possível adoção de novos modelos, como o 5×2, seja feita com base em estudos técnicos e diálogo entre todos os setores.
O objetivo é buscar um equilíbrio que preserve empregos, mantenha a atividade econômica e, ao mesmo tempo, considere melhorias na qualidade de vida dos trabalhadores.



