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Defesa Civil alerta para novos temporais na região de Ribeirão Preto e reforça risco de enxurradas

Sertãozinho registrou 84 milímetros de chuva em 24 horas, segundo a Defesa Civil; órgão orienta população a não atravessar áreas alagadas e mantém equipes em alerta
Defesa Civil
Foto: Getty Images

A Defesa Civil do Estado de São Paulo mantém o alerta para novas chuvas intensas na região de Ribeirão Preto nesta quinta-feira (29). O aviso ocorre após o temporal que atingiu municípios da região, provocou alagamentos e deixou veículos ilhados em Sertãozinho. Segundo o órgão, o acumulado de chuva na cidade chegou a 84 milímetros em 24 horas.

Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, o capitão Maxwel Souza, diretor de comunicação da Defesa Civil estadual, afirmou que ainda há possibilidade de chuva ao longo desta quinta-feira, embora a previsão seja de menor intensidade em comparação com o temporal registrado durante a noite anterior.

Segundo ele, a mudança no padrão das chuvas levou o governo estadual a antecipar a Operação Chuvas, que começou em 15 de outubro. Tradicionalmente, a mobilização tinha início em 1.º de dezembro. A operação reúne protocolos de monitoramento, emissão de alertas e preparação das equipes para atender ocorrências.

Risco de enxurradas

O capitão reforçou que a população não deve tentar atravessar ruas alagadas, mesmo quando acredita que consegue passar. De acordo com ele, uma lâmina de água de aproximadamente 30 centímetros já pode representar perigo, especialmente quando há correnteza.

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“É muito melhor que você dê a volta, faça um outro caminho, recalcule, mas chegue lá um pouquinho depois, mas chegue vivo”, alertou.

Maxwel também destacou que a água pode provocar danos aos veículos mesmo quando não consegue arrastá-los. Se o motor parar durante a travessia, a água pode invadir o automóvel e comprometer o sistema elétrico, causando prejuízos elevados.

O diretor explicou que a previsão meteorológica permite antecipar áreas mais amplas de risco, mas ainda não consegue indicar com precisão qual bairro ou município será atingido com maior intensidade. Por isso, a Defesa Civil envia alertas para celulares conforme acompanha o deslocamento das chuvas por meio de radares.

Prioridade

Segundo Maxwel, o atendimento durante situações de emergência segue critérios de prioridade, com a preservação da vida em primeiro lugar. Quando há registros de ocorrências, as equipes avaliam os riscos e direcionam os recursos para os casos mais urgentes.

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Um alagamento em hospital, por exemplo, exige atenção imediata devido à presença de pacientes internados, inclusive em unidades de terapia intensiva. Em situações de falta de energia, também são priorizados serviços essenciais, como hospitais e escolas, além de residências com pessoas que dependem de equipamentos médicos para sobreviver.

O capitão acrescentou que a Defesa Civil tem mobilizado equipes de municípios vizinhos para apoiar cidades com menor estrutura de atendimento. A estratégia foi utilizada em ocorrências anteriores e integra uma força-tarefa criada para reforçar a resposta a desastres.

Desde o início de 2023, segundo Maxwel, o Estado entregou mais de 500 veículos, mais de 2 mil equipamentos e 148 caminhões-pipa para auxiliar as prefeituras. O órgão também trabalha na capacitação de agentes municipais e na conscientização dos gestores sobre a necessidade de estruturar as defesas civis locais.

Previsão

A previsão apresentada pelo capitão indica redução das chuvas na sexta-feira (30). Para o domingo (1º), porém, ainda há possibilidade de pancadas fortes, principalmente durante a tarde, em um cenário de calor e abafamento.

A orientação é acompanhar os alertas enviados aos celulares e observar as condições do tempo. Ao perceber a formação de nuvens carregadas ou o escurecimento do céu, a recomendação é evitar atividades ao ar livre e procurar abrigo seguro durante a tempestade.

Maxwel também alertou para o risco de quedas de árvores e descargas elétricas. Durante temporais, a população deve evitar permanecer em áreas abertas ou na rua, além de não se aproximar de pontos de alagamento.

O diretor ressaltou que as chuvas volumosas e concentradas em poucas horas representam um desafio mesmo para cidades com maior estrutura. Por isso, além do trabalho de monitoramento e atendimento, a Defesa Civil busca ampliar a preparação dos municípios para reduzir os riscos à população.

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