O biólogo colombiano Diego Calderón começou a trabalhar com observação de aves em 2000, durante a universidade, depois de conhecer um grupo de estudos dedicado à ornitologia. Em 2007, após concluir a graduação, realizou o primeiro roteiro de turismo de observação de aves no país, a convite de visitantes estrangeiros. A iniciativa deu origem à Colombia Birding, uma das empresas mais antigas do segmento na Colômbia. Durante a conversa no Sons da Terra, ele também destacou a diversidade de aves colombianas, com atenção especial aos beija-flores.
Em 2004, durante uma expedição biológica à Serranía del Perijá, região montanhosa na fronteira entre Colômbia e Venezuela, Calderón foi sequestrado por integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Ele e outros pesquisadores foram confundidos com integrantes da inteligência militar e permaneceram sob o poder do grupo por cerca de três meses. Anos depois, com o avanço do processo de paz, o biólogo participou de uma expedição científica ao lado de ex-integrantes da guerrilha. A experiência deu origem à palestra “Passarinando com as FARC”, na qual conta como a observação de aves pode aproximar pessoas que antes estavam em lados opostos do conflito.
Para Calderón, os pássaros são uma ferramenta de conexão entre pessoas e podem contribuir para mudar a forma como a sociedade enxerga o conflito armado colombiano. Ele compartilha sua própria trajetória para mostrar que pesquisadores e ex-guerrilheiros podem trabalhar juntos em atividades de exploração e conhecimento da natureza.
Ouça o áudio completo da coluna Sons da Terra.
Leia também
- Avistar Brasil celebra 20 anos e reforça crescimento da observação de aves no país
- Comercial recebe Lemense, no Palma Travassos, de olho em vitória para se aproximar da luta pela classificação na Série A4
- No Santa Cruz, Botafogo-SP perde para o CRB, desperdiça chance de embalar e volta a se aproximar do Z4