As chamadas canetas emagrecedoras têm transformado a relação de muitas pessoas com a comida, promovendo perda de peso acelerada e redução significativa da fome. No entanto, especialistas alertam que, quando a alimentação funciona como válvula de escape para ansiedade, estresse, tristeza ou frustrações, a retirada abrupta desse comportamento pode gerar impactos importantes na saúde mental.
Durante o quadro CBN Comportamento, a psicóloga Danielle Zeoti explicou que a compulsão alimentar frequentemente está ligada a conflitos emocionais profundos e funciona como uma forma de aliviar dores psíquicas. Segundo ela, assim como já foi observado em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, há o risco de a compulsão alimentar ser transferida para outros comportamentos compulsivos, como compras, trabalho, exercícios físicos ou consumo de álcool.
Apesar dos benefícios clínicos e da melhora da autoestima relatados por muitos pacientes, Danielle reforça que o uso das canetas deve ser feito com acompanhamento médico e atenção ao mundo emocional. Para ela, emagrecer sem cuidar das questões psíquicas pode abrir espaço para novos sintomas e sofrimento psicológico.
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