As discussões políticas continuam mesmo depois do fim das eleições e podem provocar desgaste emocional, ansiedade, irritabilidade e dificuldades para dormir. Em entrevista à CBN Ribeirão, a psicóloga e neuropsicóloga Juscimária Bezerra explicou que os conflitos podem afetar os relacionamentos familiares, profissionais e sociais.
Segundo a especialista, os confrontos se mantiveram durante os dois turnos eleitorais e podem ser intensificados pelas redes sociais, onde as pessoas têm contato com diferentes tipos de conteúdo, incluindo notícias falsas. Nesse ambiente, publicações e comentários podem alimentar desentendimentos e prolongar as discussões.
Redes sociais
Juscimária recomenda fazer pausas no uso das redes sociais e avaliar se vale a pena participar de determinados debates. A especialista destaca que não é necessário reagir a tudo o que chega até nós e que respeitar opiniões diferentes não significa abandonar as próprias convicções.
“Não precisamos pensar igual com as outras pessoas para que a gente possa nos respeitar, mantendo as nossas convicções e respeitando as convicções do outro”, afirmou.
A psicóloga também sugere uma reflexão antes de entrar em uma discussão: avaliar se a conversa pode contribuir para algo, se existe a intenção de dialogar ou apenas de convencer o outro e se a pessoa está emocionalmente preparada para o debate.
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A estratégia faz parte do chamado questionamento socrático, utilizado na abordagem cognitivo-comportamental. De acordo com Juscimária, os pensamentos influenciam os sentimentos e os comportamentos. Por isso, aprender a filtrar os próprios pensamentos pode ajudar no autocontrole e na forma de reagir aos conflitos.
Quando buscar ajuda
A especialista orienta procurar um psicólogo quando a ansiedade, o nervosismo e outros sentimentos relacionados às discussões se tornam persistentes ou intensos e começam a prejudicar a rotina, os relacionamentos e o bem-estar.
Além de reduzir a exposição às redes sociais, Juscimária recomenda priorizar o autocuidado, reservar momentos para estar com pessoas queridas, cuidar do sono e estabelecer limites para evitar ofensas e situações desgastantes. A psicóloga ressalta que reconhecer as próprias emoções e respeitar as diferenças são medidas importantes para lidar com os conflitos sem comprometer a saúde emocional.



