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Deputados aprovam lei que aumenta punição para quem comete maus-tratos a animais

Texto que previa a reclusão de três meses a um ano, foi alterado para até cinco anos o período de prisão
maus-tratos animais
Texto que previa a reclusão de três meses a um ano, foi alterado para até cinco anos o período de prisão

Texto que previa a reclusão de três meses a um ano, foi alterado para até cinco anos o período de prisão

A morte de Manchinhas, um cachorro encontrado morto no estacionamento de um supermercado em Osasco, reacendeu o debate sobre a necessidade de leis mais rígidas contra maus-tratos animais. A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que aumenta significativamente as punições para crimes dessa natureza.

Penas mais severas para maus-tratos

O projeto altera a lei de crimes ambientais, elevando a pena para quem comete maus-tratos contra animais domésticos e silvestres. Atualmente, a pena varia de três meses a um ano de detenção. Com a nova lei, a pena de reclusão poderá chegar a cinco anos, além de multa. A zoofilia também será enquadrada como crime, com pena agravada em caso de morte do animal.

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Impacto da nova legislação

Para Amanda Pacanhella, advogada especialista em direito ambiental, penas mais severas podem reduzir a impunidade de crimes contra animais. Atualmente, em casos de penas mais brandas, o processo pode ser encaminhado para o Juizado Especial Criminal (GECRIN), onde a punição pode ser convertida em ações sociais ou doações, o que minimiza o impacto da punição para crimes como maus-tratos, mutilação e até mesmo morte.

Avanços e desafios na proteção animal

Outro projeto em tramitação no Senado visa garantir mais segurança aos animais, reconhecendo-os como seres sencientes, capazes de sentir dor e emoções. Isso representaria uma mudança significativa na legislação, retirando o status de “coisa” atribuído aos animais. Apesar do avanço, a aprovação enfrenta resistência de setores ligados à pecuária. É importante ressaltar que o projeto não iguala animais a humanos, mas sim propõe um regime jurídico específico para eles, buscando um equilíbrio entre a proteção animal e outras atividades econômicas. A aprovação no Congresso Nacional encaminharia o projeto para sanção presidencial, caso contrário, retornaria à Câmara para possíveis alterações. França e Nova Zelândia já aprovaram medidas semelhantes, reforçando a tendência global de maior proteção aos animais.

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