Começa na manhã desta quinta-feira, o júri popular da empresária Aline Fernanda de Siqueira Masquieto, de 41 anos, acusada de tentar matar o namorado, um estudante de medicina, em Ribeirão Preto, em 2022. O julgamento deve contar com a participação de pelo menos quatro testemunhas.
Aline responde por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e por meio que dificultou a defesa da vítima. A defesa nega as acusações e afirma que a empresária agiu em legítima defesa após sofrer violência.
Acusação caso
De acordo com o Ministério Público, o crime ocorreu em um flat na zona leste da cidade, após uma discussão motivada por ciúmes. A denúncia aponta que a empresária teria agredido o estudante com socos e chutes e, em seguida, utilizado facas de cozinha para atacá-lo.
Ainda segundo a acusação, o homem tentou deixar o local, mas foi impedido e acabou sendo atingido por golpes nas mãos e nos ombros. O laudo do Instituto Médico Legal indicou que ele sofreu ferimentos graves, com risco de morte e sequelas permanentes.
O estudante foi socorrido, passou por cirurgia e ficou internado por 10 dias, sendo parte do período em unidade de terapia intensiva.
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Testemunhas relato
Um funcionário do flat relatou à polícia que ouviu gritos e precisou arrombar a porta do apartamento. Segundo ele, ao entrar no local, encontrou o estudante tentando se defender e duas facas com sangue no chão.
Outros hóspedes também teriam ouvido a confusão e acionado a segurança. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram chamados para atender a ocorrência.
A denúncia aponta que a vítima pediu socorro no momento da intervenção, indicando risco iminente.
Defesa versão
A defesa da empresária sustenta que ela foi vítima de violência doméstica e reagiu para se proteger. Em depoimento, Aline afirmou que sofreu agressões durante o episódio.
O caso ganhou novos desdobramentos após a empresária ser presa em 2023, depois de ser extraditada da Espanha, onde permaneceu durante parte das investigações.
No fim de 2024, ela passou a responder ao processo em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares.



