O avanço do período seco e a redução da umidade do ar acendem um alerta para o risco de incêndios em canaviais na região de Ribeirão Preto. Após os prejuízos registrados em 2024 e 2023, usinas e produtores rurais intensificaram as ações de prevenção e combate ao fogo.
Em Morro Agudo, uma das regiões afetadas nos últimos anos, brigadas especializadas trabalham em regime de plantão 24 horas por dia e realizam treinamentos frequentes para garantir respostas rápidas diante de possíveis ocorrências. O objetivo é impedir que os focos se espalhem e causem grandes prejuízos ambientais e econômicos.
Resposta rápida
Quando um incêndio atinge um canavial, a velocidade de resposta é considerada fundamental para conter as chamas. As equipes avaliam fatores como direção do fogo, velocidade do vento e condições do terreno antes de definir a estratégia de combate.
Segundo o supervisor de transporte e apoio, Caio Bolpete, a análise inicial permite direcionar os caminhões para os pontos mais adequados do incêndio. À medida que o fogo avança dentro da plantação, os brigadistas reposicionam os equipamentos para acompanhar a evolução das chamas.
Tecnologia aliada
O monitoramento dos focos de incêndio é realizado por uma central instalada em Piracicaba. Satélites fornecem informações em tempo real sobre possíveis ocorrências, direção dos ventos e condições climáticas, permitindo uma resposta mais eficiente das equipes em campo.
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Além disso, caminhões equipados com sistemas tecnológicos possibilitam que os brigadistas realizem parte do combate sem precisar deixar os veículos. As equipes também contam com kits específicos para atuação em áreas de difícil acesso, como matas e regiões onde os caminhões não conseguem chegar.
De acordo com o coordenador de operações agrícolas, Rafael Antunes, os equipamentos incluem ferramentas como enxadas, podões, alicates e abafadores, utilizados para conter o avanço das chamas e facilitar o acesso aos locais atingidos.
Prevenção conjunta
As ações preventivas também envolvem campanhas educativas, carreatas e parcerias com prefeituras, Corpo de Bombeiros e Polícia Ambiental. Segundo representantes do setor, cerca de 15 regiões receberam atividades de conscientização neste ano.
Para o assessor da Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana), José Guilherme Nogueira, a manutenção dos aceiros, a limpeza das áreas de proteção e a capacidade de resposta rápida são medidas essenciais para reduzir os impactos dos incêndios.
Além das usinas e produtores rurais, concessionárias de rodovias, Defesa Civil, Ministério Público e órgãos ambientais também participam das ações de prevenção. O trabalho conjunto busca evitar a repetição dos grandes incêndios que atingiram canaviais e áreas de vegetação da região nos últimos anos.



