A família do fazendeiro João Roberto Bolelli, de 62 anos, acredita que ele tenha morrido de infarto. O corpo foi encontrado na segunda-feira (2), na propriedade rural dele, em Rifaina. Bolelli era procurado pela polícia e apontado como principal suspeito do feminicídio de Priscila Custódia, de 24 anos.
Segundo a advogada Lauriane França, que representa a família, parentes encontraram o corpo depois de sentirem um forte cheiro na propriedade. O fazendeiro estava próximo a um veículo, em uma região no pé da serra. A defesa afirma que não havia marcas de tiros ou sinais de violência no corpo.
A advogada também relatou que Bolelli tinha diabetes, usava insulina três vezes ao dia e fazia tratamento cardíaco. De acordo com ela, uma avaliação inicial, feita em conversa com a perícia e a Guarda Civil Municipal, apontou a possibilidade de infarto.
“Ele era portador de diabetes, tomava insulina três vezes ao dia, fazia tratamento de coração. Pelo pré-conversa com a perícia e com a GCM, foi um infarto”, afirmou Lauriane França.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Franca. A causa da morte ainda será confirmada pela perícia. A advogada disse que, pelo estado em que o corpo foi encontrado, a família acredita que Bolelli tenha morrido no mesmo dia do feminicídio. A suspeita, no entanto, ainda depende da confirmação dos exames periciais.
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Investigação
João Roberto Bolelli era procurado pela polícia por ser o principal suspeito de matar Priscila Custódia. A jovem foi baleada na noite da terça-feira da semana passada, em uma área próxima à fazenda do pecuarista, às margens da Rodovia Cândido Portinari.
Segundo testemunhas, Priscila foi até Rifaina para devolver uma caminhonete a Bolelli. Os dois mantinham um relacionamento amoroso, mas a jovem não queria mais continuar. Durante o encontro, houve uma discussão. A suspeita é de que o fazendeiro tenha atirado contra ela e fugido em seguida. Priscila chegou a ser socorrida, mas morreu no posto de saúde de Rifaina.
A defesa também afirmou que os familiares de Bolelli não sabiam do relacionamento dele com a jovem, que morava em Perdizes, no interior de Minas Gerais, a cerca de 100 quilômetros de Rifaina. Segundo a advogada, a família encontrou registros nas redes sociais que indicariam a proximidade entre os dois, incluindo viagens feitas juntos.
“Tem várias viagens dela com ele, tem filmagens dela aqui, tem várias filmagens dela do mês de abril na caminhonete, de outros meses na caminhonete, com viagens feitas com São João”, relatou a advogada.
Com a morte do principal suspeito, a Polícia Civil vai continuar investigando o feminicídio. Testemunhas dos dois lados devem ser ouvidas ao longo desta semana.



