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Fim de ano sem culpa como transformar metas não cumpridas em aprendizado

Psicóloga Caroline Rangel explica como evitar frustrações na virada do ano e defende metas mais leves, realistas e sem comparações
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Mulher frustrada - Karola G de Pexels

O último dia de 2025 costuma trazer reflexões, balanços pessoais e, muitas vezes, frustração por metas que não foram cumpridas. Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, a psicóloga Caroline Rangel falou sobre como encarar esse momento sem culpa excessiva e transformar o que não deu certo em aprendizado para o ano seguinte.

Segundo a especialista, a virada do ano pode ser encarada como uma oportunidade simbólica de reorganização, mas sem transformar expectativas em cobrança exagerada. Para ela, o mais importante é compreender que as pessoas fazem o que é possível dentro de suas condições.

“A forma como vivemos 2025 serve muito mais como aprendizado do que como motivo de culpa”, destacou.

Caroline chama atenção para o impacto das redes sociais, que intensificam comparações irreais sobre corpo, carreira, finanças e estilo de vida. De acordo com a psicóloga, essas comparações criam uma “miragem” que afasta as pessoas da própria realidade e gera sofrimento emocional.

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Ela reforça que metas podem ser positivas, desde que não se tornem imperativos rígidos. Quando isso acontece, o desejo dá lugar à obrigação, aumentando a sensação de fracasso logo no início do ano.

Outro ponto abordado foi a autossabotagem, frequentemente confundida com preguiça. Para Caroline, o problema muitas vezes está nos extremos: metas grandes demais acabam paralisando, enquanto a exigência excessiva leva ao abandono completo do plano.

A orientação é apostar em pequenos objetivos, construídos com constância e leveza. “Não é fazer tudo ou nada. É fazer o possível, um pouco de cada vez”, explicou.

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A psicóloga também alertou para os desafios enfrentados por crianças e adolescentes, cada vez mais expostos a padrões irreais de felicidade e sucesso. Nesse contexto, ela defende a valorização da singularidade e da história individual de cada pessoa.

Para 2026, Caroline propõe um olhar mais gentil para a própria trajetória, reconhecendo conquistas já alcançadas e celebrando cada pequena vitória ao longo do caminho.

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