A rede municipal de saúde de Ribeirão Preto passou a recomendar o rastreamento de diabetes a partir dos 35 anos. Antes, a orientação era iniciar a investigação da doença depois dos 40 anos. A mudança segue a atualização dos critérios da Sociedade Brasileira de Diabetes e busca ampliar a identificação precoce da doença.
A estratégia também aproveita as campanhas do Novembro Azul e do Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, para incentivar principalmente os homens a procurarem as unidades de saúde. Segundo Rute Rezende, enfermeira responsável pelas ações de doenças crônicas não transmissíveis da Secretaria Municipal da Saúde, os homens costumam descobrir o diabetes mais tarde porque procuram menos os serviços de prevenção.
A profissional orienta que pessoas a partir dos 35 anos procurem uma unidade de saúde para fazer o rastreamento. O atendimento pode ser agendado pelo aplicativo Saúde Digital e realizado com médicos ou enfermeiros.
Novos procedimentos
A rede municipal também adotou uma mudança no teste oral de tolerância à glicose. Antes, o paciente fazia o exame em jejum, ingeria uma solução com 75 gramas de glicose e aguardava duas horas para uma nova coleta. Agora, o tempo de espera foi reduzido para uma hora, mantendo a finalidade de avaliar a presença de diabetes.
Outra mudança envolve a substituição gradual da insulina NPH pela insulina glargina, de ação prolongada. A nova medicação tem duração de 24 horas e permite uma aplicação diária, em vez das duas ou três aplicações necessárias com a insulina anterior.
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A transição começou pelos grupos considerados mais vulneráveis. Neste primeiro momento, a mudança contempla pacientes com menos de 18 anos e pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 acima dos 70 anos. A ampliação será feita gradualmente para outras faixas da população.
Acesso ao tratamento
De acordo com Rute Rezende, os pacientes que se enquadram nos critérios devem continuar o acompanhamento normalmente na unidade de saúde. Durante o retorno médico, o profissional poderá fazer a substituição da insulina e emitir uma nova receita.
A retirada da medicação será feita na farmácia da própria unidade. A enfermeira afirmou que não há falta do medicamento na rede municipal e que a transição está ocorrendo sem problemas de abastecimento.
Além do rastreamento de diabetes, as consultas também podem identificar outras condições crônicas, como hipertensão e dislipidemia. A orientação da Secretaria Municipal da Saúde é que a população aproveite as ações de novembro para colocar os exames preventivos em dia.



