As baixas temperaturas registradas nos últimos dias em Ribeirão Preto e região, somadas à queda da umidade relativa do ar, acendem um alerta para o aumento dos problemas respiratórios. Nesta segunda-feira, os índices de umidade devem ficar próximos dos 20%, segundo previsões meteorológicas, cenário que favorece o agravamento de doenças e o surgimento de sintomas respiratórios.
De acordo com o médico pneumologista Paulo Antônio de Moraes Faleiros, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis neste período. A combinação entre frio e tempo seco pode funcionar como gatilho para crises de asma, alergias, bronquite e outras condições respiratórias.
Doenças respiratórias
Segundo o especialista, doenças como asma, enfisema pulmonar, rinite e outras alergias respiratórias tendem a se agravar durante o inverno, especialmente quando há baixa umidade do ar. O clima seco favorece irritações nas vias respiratórias e aumenta a sensibilidade dos pacientes que já convivem com essas condições.
Além disso, a circulação de vírus respiratórios também preocupa. O médico reforça que a vacinação contra a gripe continua sendo uma das principais formas de prevenção contra casos graves, especialmente para idosos, crianças e pessoas com comorbidades.
A orientação é que toda a população mantenha a vacinação em dia, já que a imunização também contribui para reduzir a transmissão dos vírus entre as pessoas.
Testes e cuidados
Com o aumento dos casos de síndromes respiratórias, cresceu também a procura por testes rápidos. Segundo Faleiros, os exames são seguros e ajudam a identificar vírus como Influenza A, Influenza B, vírus sincicial respiratório e Covid-19.
A identificação do agente causador permite que o paciente adote medidas para evitar a transmissão da doença a familiares e pessoas mais vulneráveis. O médico destaca que a maioria dos casos apresenta sintomas leves, mas situações com falta de ar, febre persistente ou piora do quadro exigem avaliação médica.
Entre os cuidados recomendados estão a hidratação constante, alimentação equilibrada e boas horas de sono. O especialista também alerta para os riscos da automedicação e reforça que suplementos vitamínicos não substituem uma alimentação adequada.
Umidade baixa
Para amenizar os efeitos do tempo seco, o pneumologista recomenda o uso moderado de umidificadores de ar. O equipamento deve permanecer ligado por, no máximo, uma ou duas horas e precisa ser higienizado regularmente para evitar a proliferação de fungos.
Quem não possui umidificador pode recorrer a alternativas simples, como recipientes com água ou toalhas úmidas no ambiente, ajudando a aumentar a umidade do ar.
O médico também chamou atenção para a asma, doença crônica que exige acompanhamento contínuo. Segundo ele, o controle adequado reduz significativamente o risco de crises durante o inverno.



