Dois furtos de fios foram registrados durante a madrugada em Ribeirão Preto e provocaram prejuízos ao comércio e preocupação entre moradores. Em um dos casos, uma salgaderia no bairro Lagoinha ficou sem energia elétrica e não conseguiu abrir as portas no dia seguinte. No Monte Alegre, câmeras de segurança registraram um homem retirando fios de uma calçada.
No Monte Alegre, as imagens mostram o suspeito puxando a fiação. Em determinado momento, um morador sai de casa e conversa com ele. O homem se afasta, mas retorna depois e continua retirando os fios. Os moradores acreditam que o material furtado seja de telefonia ou internet. Não houve registro de interrupção desses serviços nem de falta de energia na região.
Além dos furtos, moradores do bairro reclamam da falta de policiamento durante a noite e de um terreno abandonado em frente às casas, com mato alto e lixo. Segundo eles, o espaço aumenta a sensação de insegurança e pode ser usado por suspeitos para fugir ou se esconder.
Insegurança
O autônomo Paulo Carvalho afirma que os moradores já procuraram o poder público para pedir providências sobre o terreno, mas não tiveram retorno. Ele também questiona a efetividade do registro de boletins de ocorrência e reclama da falta de viaturas durante a madrugada.
“Policiamento aqui na região é fraco. Se você andar aqui a partir das 9 horas da noite, 8, 9 horas da noite, você não vê uma viatura passar durante a madrugada”, relata.
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Paulo também afirma que a esposa e outros vizinhos já fizeram reclamações sobre as condições do terreno, sem que o problema fosse resolvido. A comunidade cobra medidas para melhorar a segurança e a manutenção do espaço.
Prejuízo
O outro caso aconteceu em uma salgaderia no bairro Lagoinha. As câmeras de segurança registraram um homem chegando de bicicleta e usando uma ferramenta para retirar os fios. Depois, ele deixou o local com a fiação dentro de uma mochila.
O furto comprometeu o funcionamento do estabelecimento. Sem energia elétrica, a salgaderia não conseguiu abrir no dia seguinte.
A Secretaria de Segurança Pública foi procurada para comentar a frequência desse tipo de crime e as medidas adotadas para combatê-lo, mas ainda não havia respondido até a divulgação da reportagem. A Prefeitura também foi questionada sobre as reclamações dos moradores do Monte Alegre a respeito do terreno abandonado, mas não havia enviado resposta.



