A expansão da inteligência artificial no mercado de trabalho pode aprofundar a desigualdade de gênero, especialmente entre profissionais com menor escolaridade. Um levantamento do Pew Research Center, destacado pela revista Forbes, mostra que, nos Estados Unidos, o emprego masculino cresceu em ritmo significativamente mais acelerado do que o feminino nas profissões mais expostas à tecnologia entre 2023 e 2026.
De acordo com o estudo, para cada ponto adicional na escala de exposição à inteligência artificial, o crescimento do emprego masculino aumentou 6,3%, enquanto o feminino avançou apenas 0,2%. Entre os profissionais com escolaridade até o ensino médio, a diferença foi ainda maior: o emprego dos homens cresceu 8,8% por ponto de exposição, enquanto o das mulheres recuou 9,5%. A análise também aponta que ferramentas de recrutamento baseadas em inteligência artificial podem reproduzir vieses históricos de gênero.
Na coluna CBN Emprego e Oportunidades, Dimas Facioli destaca a importância da qualificação profissional e do aprendizado contínuo diante das transformações tecnológicas. O especialista também aborda o papel das empresas na adoção de políticas para reduzir a desigualdade de gênero e orienta os profissionais a utilizarem a inteligência artificial como ferramenta de pesquisa, mantendo a capacidade de análise crítica. Ouça a coluna completa no áudio.