Condenação sobre crime cometido em fevereiro do ano passado saiu nesta quarta-feira, por júri popular, em Altinópolis
Gabriel da Silva, lavrador de 39 anos, foi condenado a 31 anos de prisão por duplo homicídio, em júri popular realizado nesta quarta-feira em Altinópolis. Ele foi considerado culpado pelas mortes de Maria de Lourdes da Silva, de 62 anos, e Solange Vieira Ferreira, de 45, ocorridas em fevereiro do ano passado em um cafezal do município.
O Crime e o Motivo
Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por um desentendimento. A discussão teria começado após Gabriel ser chamado de “gambá molhado”. A defesa tentou argumentar que o apelido humilhante atenuava a responsabilidade do réu, mas o júri não acatou a tese.
A Defesa e o Apelo
O advogado de defesa, Breno Augusto de Paula Bulgarelli, argumentou que seu cliente era alvo de chacotas devido ao apelido, e que havia testemunhos que corroboravam essa versão. No entanto, o júri manteve as qualificadoras do crime, como motivo fútil e meio cruel, o que dificultou a defesa. Bulgarelli informou que irá recorrer da decisão no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Próximos Passos
Gabriel da Silva permanecerá nos próximos dias no Centro de Detenção Provisória de Serra Azul, onde está desde a acusação. Posteriormente, ele será transferido para outro centro profissional ainda não definido. A defesa busca reverter a sentença no Tribunal de Justiça.
O caso segue para as próximas instâncias, onde a defesa buscará a revisão da pena imposta a Gabriel da Silva.



